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Música: Tirana, de Elomar, por Edigar Mão Branca
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Cordel: A chegada de Ariano Suassuna no céu
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Por Klévisson Viana e Bule-Bule Nos palcos do firmamento Jesus concebeu um plano De montar um espetáculo Para Deus Pai Soberano E, ao lembrar de um dramaturgo, Mandou buscar Ariano. Jesus mandou-lhe um convite, Mas Ariano não leu. Estava noutro idioma, Ele num canto esqueceu, Nem sequer observou Quem foi que lhe escreveu. Depois de um tempo, mandou Uma segunda missiva. A secretária do artista Logo a dita carta arquiva, Dizendo: — Viagem longa A meu mestre não cativa. Jesus sem ter a resposta Disse torcendo o bigode: — Eu vejo que Suassuna É teimoso igual a um bode. Não pode, mas ele pensa Que é soberano e pode! Jesus, já perdendo a calma, Apelou pra outro suporte. Para cumprir a missão, Autorizou Dona Morte: — Vá buscar o escritor, Mas vê se não erra o corte!
A história do Luiz Gonzaga da Paraíba
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Relatos de familiares sobre a forma como Ceilândia, no Distrito Federal, acolhia bem os nordestinos estimularam Luiz Gonzaga da Rocha a deixar Sumé, no sertão da Paraíba, em 1979. Mesmo sem ter concluído o ensino fundamental e só tendo a experiência com a roça, o jovem de 24 anos acreditava que não haveria melhores chances de garantir o futuro da família. Ele lembra que ficou feliz ao conseguir emprego de servente na construção civil e assim pôde trazer os três filhos e a mulher com quem era casado. "Foi naquela tendência de buscar melhores sóis", lembra. "Na época em que eu morava lá, as pessoas estudavam pouco, porque trabalhavam demais. A gente sempre estava trabalhando na roça. Meu pai nunca nos impediu de estudar, mas é que não fazia sentido naquela nossa realidade. Só que com meus filhos foi diferente. Quando a gente veio para cá, a vida já foi tomando outro rumo, a situação era outra. Todos terminaram ensino médio e hoje estão casados." A sanfona foi u...
Juraci Dórea conta em livro a história de Feira de Santana
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Do A Tarde Online Embora esteja no centro de Feira de Santana, apinhado de motos, vendedores de rua e negociantes de megafone, a casa de Juraci Dórea, feita à semelhança da arquitetura árida (barro e tijolos aparentes, plantas urticantes, terreno pedregoso), tem o som de um mosteiro no sertão. "Me apeguei fácil, por isso não consigo sair", diz ele, erguendo os braços, como se apontasse para a invisível camada que abraça sua casa e a distingue da urgência mundana. "Dizem que um artista tem que encarar o silêncio como fonte de criatividade. Aprendi isso desde cedo". Sua reverência ao silêncio, no entanto, parece ser menos resultado da disciplina de um artista, e mais de um traço perene de personalidade. Juraci Dórea é um sertanejo. Seu corpo viceja o sertão. Nascido, criado e "enraizado", com ele diz, em Feira de Santana, cidade que oscila entre a geografia árida e a litorânea, ele aparenta sempre habitar o lado árido da história. "A maior parte ...
A história de Tiradentes em cordel
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Trechos do cordel "TIRADENTES - Um sonho de liberdade", de Zé Maria de Fortaleza e Arievaldo Viana: Num Brasil de tantos Silvas Quero falar do primeiro Que embalou nossa pátria Com um sonho verdadeiro Foi Joaquim José da Silva Um grande herói brasileiro. (...) Trata-se de um grande herói Que seus dons proeminentes Os colocaram no rol Dos grandes inconfidentes Foi Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Nasceu no século dezoito No ano quarenta e seis No Distrito de Pombal Que lembra o grande Marquês De Pombal, que foi ministro Do reinado português. (...) Seu padrinho era dentista E por razões evidentes Ele aprendeu logo a arte E por questões decorrentes Da profissão, lhe custou A alcunha de Tiradentes. Na profissão de dentista Não quis mais continuar E resolveu investir Na carreira militar Foi comandante das tropas Sem nada lhe intimidar. (...) Tiradentes, um plebeu De origem muito pobre, Conviveu por algum tempo No meio de...