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Mostrando postagens de fevereiro, 2019

TV Uesb: entrevista sobre literatura de cordel

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O professor Antônio Andrade foi entrevistado sobre a literatura de cordel e o seu reconhecimento como patrimônio imaterial da humanidade. Assista!

O cangaço pela perspectiva feminina

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Se tinha algo que dava um prazer intenso a Lampião, além de apunhalar seus rivais ou os “macacos”, como os cangaceiros chamavam os policiais no sertão nordestino dos anos 30, era “cobrir uma fêmea”, o que, no linguajar deles, significava estuprar uma mulher enquanto ela chorava. Isso quando não era o caso de aplicarem uma “gera”, nome conhecido na região por estupro coletivo. Lampião, o chefe, era o primeiro da fila. Para ele e seu bando, o estupro ocorria porque “as mulheres queriam”. E após a morte de seus maridos, as cangaceiras ficavam à disposição de qualquer um que as quisessem. Zé Baiano, cangaceiro do bando, gostava de marcar mulheres com ferros para boi com as iniciais do seu nome na face, genitália, nádega ou panturrilha. Se a mulher estivesse de cabelo ou vestido curto, era castigada pelo cabra. Criar os próprios filhos também era outro direito negado a elas. Dadá, estuprada quando tinha 12 anos por Corisco, nome proeminente do cangaço, classificava essa dor como “a mai

Universo Diverso com Antônio Andrade

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Ouça a série de entrevistas com o professor Antônio Andrade para o quadro Universo Diverso, do programa Redação Brasil, da rádio Brasil FM.

Livro apresenta dados inéditos sobre Lampião

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Existem centenas de livros escritos sobre Virgulino Ferreira, o Lampião - que morreu no dia 28 de julho de 1938, após passar 21 anos percorrendo o interior do Nordeste, e desde então se transformou em um dos símbolos mais emblemáticos da História do Brasil. "Apagando o Lampião: vida e morte do Rei do Cangaço" poderia ser mais um nessa longa lista - mas consegue a proeza de trazer fatos novos sobre o tema, inclusive apontando quem (e como) foi o responsável pela execução do cangaceiro. Escrito por Frederico Pernambucano de Mello, que se dedica a pesquisar o Cangaço desde os anos 1960 e é considerado a maior autoridade no assunto, "Apagando o Lampião" traz outras informações inéditas que por si só justificariam a escritura da obra, que paralelamente registra toda a trajetória deste verdadeiro gênio militar (para alguns, herói; para outros, bandido sanguinário).Embora tenha sido publicado no ano passado, o livro deve ser lançado oficialmente em março, na cidade d

Digitalização de 8 mil folhetos de cordel amplia visibilidade do poema popular brasileiro

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Aqueles pequenos “folhetos” com capas de xilogravura que ficam pendurados em barbantes em feiras no interior do Nordeste estão ganhando o Brasil e o mundo por meio da internet. Os poemas populares da literatura de cordel estão em processo de digitalização pela Fundação Casa de Rui Barbosa, vinculada ao Ministério da Cidadania. Já foram digitalizados e disponibilizados no portal da Casa de Rui 2.100 títulos e esta semana a entidade começou o processo de digitalização de outros seis mil títulos. Dentro de cerca de dez meses, a depender da liberação de direitos autorais, o mundo inteiro terá acesso a cerca de 8.379 títulos da cultural regional brasileira, disponíveis gratuitamente ao público por meio do site da Casa de Rui . Além dos folhetos, no portal da Casa de Rui há uma série de indicações e referências de artigos, livros, teses e dissertações envolvendo o tema do cordel, que constitui uma coleção ímpar em importância e originalidade de produção cultural brasileira. “Ter a mi

Livro mostra como o amor de Maria Bonita e Lampião provocou uma revolução no cotidiano dos cangaceiros

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Uma sertaneja amoleceu o coração de pedra do Rei do Cangaço. Foi Maria Gomes de Oliveira, a Maria Déa, também conhecida como Maria Bonita. Separada do antigo marido, o sapateiro José Miguel da Silva, o Zé de Neném, foi a primeira mulher a entrar no cangaço. Antes dela, outros bandoleiros chegaram a ter mulher e filhos, mas nenhuma esposa até então havia ousado seguir o companheiro na vida errante no meio da caatinga. O primeiro encontro entre os dois foi em 1929, em Malhada de Caiçara (BA), na casa dos pais de Maria, então com 17 anos e sobrinha de um coiteiro de Virgulino. No ano seguinte, a moça largou a família e aderiu ao cangaço, para viver ao lado do homem amado. Quando soube da notícia, o velho mestre de Lampião, Sinhô Pereira, estranhou. Ele nunca permitira a presença de mulheres no bando. Imaginava que elas só trariam a discórdia e o ciúme entre seus “cabras”. Mas, depois da chegada de Maria Déa, em 1930, muitos outros cangaceiros seguiram o exemplo do chefe. Mulher can