sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Moraes Moreira homenageia Jorge Amado com cordel


Mais uma homenagem ao centenário do escritor Jorge Amado chega ao público. O livro O ABC do Jorge Amado, de Moraes Moreira e Fred Góes, foi lançado no último dia 30 de agosto em Salvador. Nele, os autores apresentam um cordel de 20 estrofes, todas escritas com versos de sete sílabas (chamado de redondilha maior), e ilustrações do artista plástico Bel Borba.

Além do cordel, o livro vem com um CD com duas faixas. A primeira é a canção Feito Jorge Ser Amado, composta pelos autores, e a segunda traz Moraes Moreira declamando o cordel com a música Guitarra Baiana (do próprio Moraes), executada por Armandinho, ao fundo.
Para Moraes Moreira, o livro é uma oportunidade de se conhecer a obra do escritor. "Ali, dentro de poucos minutos, o leitor entra no universo de Jorge Amado para depois  se aprofundar", afirma. "A gente misturou todos os títulos das obras de Jorge Amado no poema", conta Fred Góes.

Motivação - A ideia de fazer um tributo ao escritor começou logo no início do ano com a composição de Feito Jorge Ser Amado, canção que Moraes cantou em seu trio no Carnaval. Depois escreveram o cordel, que, segundo eles, foi feito em algumas horas.

Os dois ressaltam a importância de Jorge Amado para a cultura da Bahia e do Brasil. "Quando eu cheguei a Salvador, na minha juventude, quem não lia Jorge Amado tinha vergonha de dizer. Ele é fundamental na minha formação como artista", lembra Moraes.

"Jorge fala das belezas do negro, um lado que não era valorizado antes dele", destaca Fred Góes. "O centenário veio reacender a chama. O Brasil parece que tinha esquecido dele", ressalta Moraes sobre a importância das comemorações e homenagens ao escritor baiano.


Traços econômicos - Para cada uma das 20 estrofes, Bel Borba elaborou uma ilustração diferente, que ele analisa como de traços econômicos. "Foi como fazer 20 capas, tive que resumir cada estrofe no desenho. Eu já tinha lido alguns dos livros de Jorge Amado, então esses já faziam parte do meu bando de imagens. E eu também fiquei sensível às diversas abordagens que a obra dele já teve: livros, filmes, capas. Usei tudo isso para compor as imagens", afirma o artista. (Do A Tarde)

Moraes já lançou outro livro em cordel: "A história dos novos baianos e outros versos", lançado em 2008.

Luiz Gonzaga ganha tributo em Nova York


Gonzagão será relembrado pelo centenário no dia 2 de setembro, durante as comemorações do Brazilian Day, em Nova York. O Rei do Baião ganhará um tributo no festival no momento em que o forró virou moda na cidade americana, segundo artigo escrito pelo jornalista Larry Rohter, recentemente entrevistado pela coluna, no The New York Times.

O artigo cita a festa de forró no Botequim Miss Favela Brazilian, em Williamsburg, no Brooklyn, que tem atraído a atenção dos nova-iorquinos, que acham esta música nova e exótica, mas dançável num estilo antigo. Ainda na reportagem, Larry entrevistou Mauro Refosco, fundador da banda Forro in the Dark, sucesso na Big Apple: “Luiz Gonzaga foi uma dessas figuras pioneiras, como Elvis Presley. Ele era completo: letras ótimas e melodias combinadas com uma voz forte e uma fantástica presença no palco, com todo aquele equipamento incrível. Ele era um verdadeiro showman, e sabia disso”. Outras atrações do Brazilian Day são Del Feliz, Magary lord, Banda 5%, entre outras.

FORROZEIRO BAIANO - Del Feliz vai, pela segunda vez, participar do Brazilian Day, maior festa de cultura brasileira do mundo, que acontece em Nova York (EUA). No dia 1 de setembro ele anima, junto a Armadinho, Magary Lord, Jota Veloso e Banda 5%, a Lavagem da Rua 46. O cortejo vai sair da Times Square e festeja presença dos brasileiros nos EUA (só em Nova York estima-se que são 500 mil). No dia seguinte (2), ele se apresenta no palco 2 do Brazilian Day, cujo tema vai ser o centenário de Luiz Gonzaga.

Além do repertório, que vai ter clássicos do rei do baião (Olha pro céu e Qui nem jiló, por exemplo), o cantor preparou um figurino especial: gibão e chapéu de couro iguais aos do mestre Lua. As peças foram feitas por Mestre Aprígio de Ouricuri, que confeccionava as roupas de Gonzagão. “Estou muito honrado com a oportunidade de levar nossa cultura nordestina para lá. Tinha que preparar algo especial”. Para a apresentação, Del convidou o também cantor e compositor baiano Edu Casanova. O Brazilian Day Nova York 2012 também vai ter na programação shows de Jorge & Mateus e Latino.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Conheça a banda Radiola de Cangaceiro


Uma roda de amigos e uma inquietação: por que aqui não toca o autêntico forró nas festas? A partir daí eles se juntaram e formaram a banda Radiola de Cangaceiro. Leandro Alves, Matheus Mancha, Rafael Bomfim e Lucas Freire chegaram a tocar em outras bandas, mas estavam afastados dos palcos quando resolveram se juntar pela ideia de “fazer forró de verdade”, como explica Matheus.

A banda nasceu em agosto de 2011 e, apesar do pouco tempo de existência, já conseguiu se colocar no cenário musical de Vitória da Conquista, tanto que foi uma das atrações do Barracão Universitário do Festival de Inverno Bahia de 2012. Responsável pela abertura da grade do espaço dedicado ao forró no FIB, a Radiola de Cangaceiro se apresentou no último dia 24 e fez a galera arrastar o pé com um repertório que vai de canções autorais a sucessos de nomes consagrados e eternos, como Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.

A base da banda está justamente nessas referências. A influência de Jackson do Pandeiro, por exemplo, pode ser percebida quando sanfona e cavaco dividem o mesmo palco – o que pode ser estranho a alguns, principalmente aos mais jovens. Entre as influências estão ainda “Trio Nordestino, Trio Dona Zefa, Trio Juriti, Trio Virgulino, Forró Sacana”, lista Matheus, “todos que fazem o baião, que é uma mescla de forró com samba”, completa.

A apresentação no Festival de Inverno foi como uma conquista. “É uma sensação de meta cumprida”, diz o vocalista do grupo, Leandro. “Nossa proposta é sair da mesmice, é mostrar que o forró é muito mais do que se tem ouvido tocar por aí. A gente toca para fazer forró mesmo, com a ideia de resgatar o forró mais original, o que foi esquecido aqui na Bahia”.

Além dos criadores, outros músicos integram a banda em seus shows. No FIB, eles se apresentaram com dez pessoas no palco e o público espantou o frio dançando coladinho.
Agora, a banda se prepara para entrar em estúdio e gravar o primeiro cd e já planeja participar de festivais de forró pelo Brasil em busca de novos caminhos.

Êta, cabras arretados!

Acesse a página da banda no Facebook. Confira um pouco do som no vídeo abaixo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

As batalhas de Lampião: Serra Grande


Como colocado anteriormente, no texto As Batalhas de Lampião: Serrote Preto, foram três as grandes batalhas de Virgulino Ferreira. Dessa vez, o maior bandoleiro das Américas enfrenta cerca de 320 soldados justamente na região da sua cidade natal, Serra Talhada (PE). Foi a batalha ocorrida em Serra Grande - considerada a mais violenta enfrentada pelo grupo do cangaceiro.

Segundo o livro "De Virgulino a Lampião", escrito pela neta do cangaceiro Vera Ferreira e o historiador Antonio Amaury, neste combate se enfrentaram cerca de 80 cangaceiros contra 320 soldados armados até os dentes.

As forças oficiais eram comandadas pelo Major Teophane Ferraz Torres, pelo Capitão Higino Belarmmino de Morais, Sargentos Arlindo Rocha, Manoel Neto e Euclides Flor - estes últimos já eram inimigos de Lampião desde a Vila de Nazaré

Nesse episódio, o bando de cangaceiros efrentou pela primeira vez uma volante com armas automáticas: duas metralhadoras hotkiss.

O efrentamento começou na manhã do dia 26 de novembro de 1926 e se estendeu até o fim da tarde, quando as forças pernambucanas se retiraram com cerca de 40 homens mortos ou feridos. No bando de Lampião, ninguém foi morto.

Nesse mesmo ano de 1926, Virgulino recebeu o título de "Capitão" do Exército patriótico que combateu a coluna Prestes, chamado no Nordeste de "revoltosos". Já falamos sobre isso no texto Por que Lampião era chamado de Capitão? - confira!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Canto Lunar terá segunda edição com Pereira da Viola


Ele já caiu no gosto dos conquistenses. O mineiro Pereira da Viola volta a se apresentar em Conquista no dia 10 de novembro, na segunda edição do projeto Canto Lunar. A produção será do “Viveiro de Cantigas”, que tem como objetivo a divulgação da música regional e realização de eventos culturais. A apresentação será no Restaurante Carneiro e Cia.

O MÚSICO - Pereira da Viola é um cantador, violeiro e compositor brasileiro nascido em Teófilo Otoni, nordeste de Minas Gerais, e que faz pesquisas da cultura popular pelo Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do Brasil, mas ricas em diversos tipos de manifestações culturais.

Confira no vídeo abaixo a canção "Tá no tombo".

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cordel em homenagem a Jorge Amado

Jorge Amado - 100 Anos do nascimento
Cordel de Valdeck Almeida de Jesus

Muito Amado o nosso Jorge
Por baianos e estrangeiros
Escritor e jornalista
O maior e o primeiro
Natural de Itabuna
Este grande brasileiro.

O lugar de sua nascença
É o menos importante
Pois a obra desse homem
Está em terras distantes
Em línguas do mundo todo
Para todos os falantes.

Na Fazenda Auricídia
Terra onde nasceu
Município de Ilhéus
Pouco tempo viveu
O lugar mudou de nome
E novo nome se deu…

Auricídia virou Itajuípe
E Jorge foi registrado
No povoado Ferradas
A Itabuna integrado
Nasceu em um município
E noutro foi registrado.

Na capital da República
Lá nas terras do sudeste
Foi ele estudar Direito
E virar cabra da peste
Um baiano “arretado”
Advogado inconteste.

No dia dez de agosto
Veio ao mundo este leonino
Nasceu para os holofotes
Este danado menino
E nem mesmo a sua morte
Apagou o seu destino.

Lá no Rio de Janeiro
Este homem destemido
Jornalista e advogado
Lutou e foi combatido
Aliando-se aos comunistas
Com carteira do partido.

Fez carreira na política
Foi Deputado Federal
Mas o brilho da criatura
Foi além do que é normal
Pois os livros o levaram
A brilhar mais que o astral.

O sol ficou pequenino
Jorge ousou brilhar mais
Ocupou o mundo todo
Com personagens reais
E tornou meras figuras
Em seres já imortais.

Viveu fora do país
No Uruguai e na Argentina
Em Paris e em Praga
Produzindo coisa fina
O exílio lhe inspirou
A criar histórias finas.

Foi casado com a escritora
Zélia Gattai Amado
E com ela teve filhos
Três filhinhos bem amados
Paloma, Eulália e João Jorge
Três filhinhos bem amados.

Ocupou academias
De Ilhéus a Salvador
E também a Brasileira
Este grande escritor
Muito mais que jornalista
Deputado ou doutor.

Jorge Amado, amado ícone
Homem e obra: criador
Tradutor de uma Bahia
Que ao mundo mostraria
Do caipira ao médico
Como bom expositor.

Dizia-se materialista
Mas o título aceitou
Foi Obá de Xangô
Homem lúcido esse senhor
Representante da luz
No candomblé ele andou.

Pra falar em premiação
É bom parar por aqui
Pois ele se destacou
Lá fora e também aqui
Levou tanta homenagem
Que nem vão caber aqui.

Traduzido ao mundo todo
Do alemão ao albanês
Árabe, armênio, azeri,
Do catalão ao chinês
Coreano, búlgaro e croata
E também dinamarquês…

Eslovaco, esloveno,
Espanhol e finlandês,
Estoniano e esperanto,
Do galego ao francês,
Georgiano e grego,
Guarani e holandês.

Hebraico, húngaro, iídiche,
Lituano e polonês,
Russo, letão e sueco,
Macedônio e japonês,
Italiano e moldávio,
Sérvio, tcheco e islandês.

Romeno e turcomano,
Ucraniano e inglês,
Turco, persa e mongol,
Vietnamita e norueguês,
Até em braile foi escrito,
E também em “televisês”.

Na língua pátria também
Em nosso bom português
Faz sucesso em sua casa
Pois é o santo da vez
Brasileiro de valor
Amado em bom português.

No ano do centenário
Vai ser homenageado
Mais vivo do que nunca
Está o nosso Jorge Amado
Pois a arte nunca morre
E ele será sempre amado.

Se de Ilhéus ou Itabuna
Auricídia ou Ferradas
A certeza que se tem
É que Jorge é uma parada
Vai viver eternamente
No coração da moçada.

Salve Jorge, Jorge Salve
São Jorge ou Jorge São
Vive no peito da gente
Dentro do um coração
Jorge Amado nos proteja
Da falta de inspiração.

Copiar é impossível
Plagiar é crime vil
Jorge é original
Igual a ele não se viu
E de um nasceram muitos
Hoje são pra lá de mil.

Na Academia ou na rua
Jorge é sempre aclamado
A literatura amadiana
E o homem serão lembrados
Pelas gerações futuras
Devido ao grande legado.

Salvador, 28 de julho de 2011

sábado, 4 de agosto de 2012

Barbie inspirada em Maria Bonita


Uma exposição chamada "Barbie pelo Mundo" exibe mais de cem bonecas raras, customizadas com trajes típicos, penteados e expressões de diferentes culturas. A exposição atrai fãs da boneca Barbie, de adultos a crianças, e corre por diversos países.

Entre as bonecas, está uma cangaceira, a Barbie Maria Bonita, produzida especialmente quando a exposição foi instalada no Brasil, em 2008.

A boneca Barbie foi criada em 1959 pela empresa norte-americana Mattel e, ainda hoje, continua entre os brinquedos mais desejados pelas meninas.

Será que ninguém pensou em fazer o Ken Lampião?

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

23 anos sem Gonzagão


Há 23 anos, a vida de Luiz Gonzaga chegava ao fim. Gonzagão continua na memória, na cultura e nas lembranças dos brasileiros, principalmente dos nordestinos. Ninguém cantou como ele as dores e as alegrias do povo sertanejo. Nenhum outro marcou como ele a música brasileira. O significado e a importância de Luiz Gonzaga é inenarrável. Graças a ele e ao seu talento temos grandes canções populares, melodias inesquecíveis, músicas insubstituíveis e inúmeros artistas que seguiram os seus passos e hoje honram o seu legado.

Como 2012 é o ano do seu centenário, uma dezena de homenagens estão sendo realizadas pelo país. Confira algumas delas:

Disco “Olha pro céu” será lançado nesse mês de agosto pela Universal Music. Ele é uma coletânea com regravações de músicas de Luiz Gonzaga por diversos intérpretes, como Elba Ramalho, Dominguinhos, Alceu Valença, Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Maria Bethânia, entre outros.


'Um Bilhete pro Seu Lua', de Gonzaguinha (disco Fruto - 1988), foi regravada em nova versão por Elba Ramalho. Você pode baixar a música neste novo arranjo aqui!


O Sertão de Luiz (Tony Maciel) com Daniela Mercury, Elba Ramalho, Nando Cordel e Santana.


Waldonys e Dominguinhos cantam Vida de Viajante.


O cantador do sertão (compositora: Jeane Siqueira / intérprete: José Travasso).

Barracão Universitário leva forró para o FIB 2012

A banda Radiola de Cangaceiro irá tocar no Barracão na sexta, 24

Além das atrações que vão agitar as noites no palco principal do Festival de Inverno Bahia, em Vitória da Conquista, os visitantes terão à sua disposição no Parque de Exposições Teopompo de Almeida, espaços alternativos que serão montados no evento. Um deles é o Barracão Universitário Fainor, que trará muito forró e colocará os visitantes parar dançar agarradinho no frio do sudoeste baiano.

Entre os dias 24 e 26 de agosto, quatro atrações por noite se apresentarão no Barracão. Entre os artistas confirmados pela organização do evento estão as bandas Fulor do Cangaço, Bala na Agulha, do cantor Edd Bala, Kart Love e o cantor de sertanejo universitário Henrick Diaz. “É um prazer enorme tocar  no Festival de Inverno Bahia. Um evento que reúne grandes nomes da música brasileira. Me sinto muito honrado com esse convite e já estou preparando um show especial para os conquistenses”, revela Henrick.

Confira a programação completa do barracão abaixo:

Dia 24, sexta
Radiola de Cangaceiro
Henrick Diaz
Fulor do Cangaço

Dia 25, sábado
Nóis e Elas
Xamêgo Proibido
Edd Bala – Banda Bala na Agulha
Fiá Pavi

Dia 26, domingo
Fundo de Busão
Amantes do Forró
Kart Love
André e Mazinho

Mais informações: globo.com/festivaldeinverno

(Texto da assessoria do evento)