quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Gabriela em cordel



EDITORA LUZEIRO LANÇA GABRIELA EM CORDEL
A editora Luzeiro inaugura um novo tempo e coloca em seu catálogo uma das grandes obras escritas por Manoel D’Almeida Filho, um dos mais consagrados autores de cordel. Amigo de Jorge Amado que era, verteu este romance para a linguagem do cordel que agora ganha mais uma edição, enriquecido pelas ilustrações de Walfredo de Brito, o livro traz a apresentação de Aderaldo Luciano:

(...)
Mas eis que resolve escrever em cordel a sua visão da novela Gabriela, cravo e canela, transmitida pela televisão em 1975, adaptada do romance homônimo de autoria de Jorge Amado. Como não poderia deixar de ser, aventura-se pela narrativa longa para apresentar seu filtro sobre a cidade de Ilhéus, seus personagens em conflito e suas mulheres exuberantes, oferecendo o calor de seus seios e a sedução de seus corpos no amor pago, entre as paredes do obsequioso Bataclã. Todos e tudo comandados pela mão de ferro e pelo ferro na mão do poderoso Coronel Ramiro. A história corre solta no estilo precioso do autor cujo narrador, a serviço da boa narrativa, aparteia o leitor sempre que quer mudar a cena observada ou os fatos apresentados.

Mais informações:
96 páginas
ISBN 978-85-7410-123-1
R$ 20,00
Editora Luzeiro (11) 5585-1800
vendas@editoraluzeiro.com.br

(Informações de Varneci Nascimento)

Canto Lunar com Pereira da Viola

Clique para ampliar

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Diretor apela para rádio em busca de ator para Gonzagão


Nos últimos domingos, o Fantástico vem contando a história de Luiz Gonzaga, história que chega agora aos cinemas. Esse filme tem uma curiosidade. Foi difícil encontrar quem encarnaria o Rei do Baião. O jeito foi anunciar por aí.

“São 5h50 em Caruaru. Breno Silveira procura ator pra seu novo filme”, disse locutor. O recado foi ao ar em rádios do Nordeste.

“Eu já tinha tentado fazer o teste com vários atores. ‘Esse camarada primeiro não parece com Gonzaga, segundo não toca sanfona nem canta’. Aí entrei num beco sem saída, como é que eu vou fazer esse filme sem o ator do Gonzaga?”, contou Breno.

Aí veio a ideia. “Botamos no rádio no Nordeste. Primeiro: cinco mil inscritos. Cinco mil inscrições pra fazer Gonzaga”, afirmou Breno.

Uma delas a de Adélio Lima, que já vivia de encarnar Luiz Gonzaga. Em Caruaru, exatamente embaixo da estátua de São Gozaga, isto é, Luiz Gonzaga, está Museu do Forró Luiz Gonzaga. Adélio é guia do Museu do Forró.

“Tudo começou com a história dessa foto, seu Maurício. Os guias turísticos olhavam e diziam olha. Chegavam pro pessoal, no ouvidinho e diz "olha, esse cara é da família dele", lembrou Adelio.

Claro que era brincadeira. Mas todo mundo queria ver quem era esse homem tão parecido com Gonzagão. “E eu tive a ideia então de vestir o gibão, de me caracterizar dele, e aqui então em frente eu tirava fotografias”, contou Adélio. Ele ficou entre os cinco finalistas pra interpretar Gonzagão. A principal concorrência era Chambinho do Acordeon.

“Meu avô tocava sanfona de oito baixos, era afinador também. A minha maior influência foi meu pai que comprou a sanfona e falou ‘toca aí, menino’. Eu tinha 12 anos de idade”, afirmou Chambinho.

“Eu falei ‘olha, vai ser um dos dois’ e na hora da decisão eu decidi pelo Chambinho porque ele tocava, cantava melhor. “Aí o Adélio falou ‘poxa, eu não tenho mais chance pra fazer o papel?’ Não sei quê, ficou muito triste”, revelou Breno.

“Aí chegou a sua maldade, conta”, diz Kubrusly.

“Não, isso foi maldade mesmo. Eu falei ‘ó, você vai ter que engordar no mínimo 10 quilos’”, lembrou Breno.

Seria pra fazer o Gonzagão mais velho. Adélio topou a dieta de engorda.

“Pega um punhado, joga na boca com um pedacinho de carne e vai provando, provando... Maravilhoso”, afirmou Adélio.

Feira de Caruaru. Lá estava o cardápio perfeito pra arredondar a silhueta.

“E aí eu fui para um teste com ele, fui para um teste já maquiado, já mais gordo e quando eu vi aquele teste, aquilo me chocou muito porque parecia que eu tava na frente de Gonzaga”, contou Breno.

“De repente aí me toca o telefone: ‘você é o Gonzaga. Meus parabéns, Gonzaga’. Bicho, eu chorei rios. Eu ainda hoje quando eu lembro de como foi dada essa notícia. Eu tenho uma filha, a mais velha, que ela é de um outro relacionamento de minha esposa e eu vivia com ela o mesmo dilema que o Gonzaguinha vive com o Gonzaga”, disse Adelio.

O ponto de partida do filme ‘Gonzaga de pai para filho’ é o acerto de contas entre Gonzagão e Gonzaguinha.

“Chegaram lá em casa umas fitas e eram fitas k7. Quando eu dei play numa, era a voz do Gonzaguinha. Eu via que ele tava entrevistando o pai. Ele devia ter um gravador a tira-colo pra gravar música, o Gonzaguinha e saía. E uma hora eu acho que ele resolveu fazer esse embate com o pai e ele pergunta. E as perguntas para o pai eram muito contundentes. E naquelas fitas eu via que tinha uma briga muito forte de dois caras que não se conheciam direito. E é bonito que na fita eles brigavam e se perdoavam”, afirmou Breno.

O gaúcho Júlio Andrade conseguiu o papel de Gonzaguinha chegando pro teste quase que incorporado. “Consegui uma peruca, uma roupa anos 80, uma bolsa de comunista. Eu cheguei Gonzaguinha praticamente. Sempre fui muito fã de Gonzaguinha, desde muito pequeno. Eu lembro de meu pai cantando no carro à capela pra mim ‘o homem também chora, menina morena’ e me mostrava o braço assim, o braço dele todo arrepiado”, revelou Julio.

E a história continua nesta homenagem de Gilberto Gil a Luiz Gonzaga. É que o Gonzagão nunca termina: “O baião está vivo no seu coração, a canção do povo alegre não tem fim”, completou Gil.

CONFIRA O VÍDEO DA REPORTAGEM AQUI.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Uma poesia de Onildo Barbosa



SALVE A POESIA.

No planeta poeta em que vivemos
Sonho muito em deixar de ser poeta
Minha alma andarilha e inquieta,
Já  cansou de  romper os seus extremos,
Tenho a grande impressão, que o que temos
Já perdeu seu sabor original,
Fica apenas no mundo virtual
Todo dia essa cena se repete
O que faço  não passa da internet
Nada vale pra mídia nacional.

Eu queria ver lá em Jô Soares,
Cordelistas, poetas cantadores ,
repentistas, fiéis aboiadores
Divulgando projetos populares
Sebastião Cirilo, Carls Aires,
Moacir, Ivanildo, Biu Salvino,
o poeta maior: Júnior Adelino,
Zé Viola, Geraldo e Moacir,
E eu sentar no sofá pra assistir,
Ao mais puro elenco nordestino.

Fico triste assistindo no Faustão
Um desfile de raças de cachorro
Nosso verso ao chorar pedir socorro
Mas programa nenhum lhe dá a mão
Nossa arte criada no sertão,
Possui tantos talentos pra mostrar,
Quero vê Mestre Lemos declamar,
Com Heleno Alexandre de Sapé,
Demonstrando o cordel como ele é,
A mais rica cultura popular.

O Rolando Boldrin não me convida
Jô Soares, Datena, nem Faustão,
Cada dia me dá a impressão
Que a nossa cultura está perdida
Fico aqui neste beco sem saída
Sufocado na minha persistência
A viola, na sua resistência,
Quando toca me diz em som dolente,
Que a barreira que tem na nossa frente
É maior do que nossa inteligência.

Onildo Barbosa

Conheça o projeto "Nação Nordestina"


O projeto "Nação Nordestina" surgiu em dezembro de 2011, quando um jovem cearense do município de Alto Santo, decidiu usar as redes sociais para valorizar a cultura Nordestina e combater o preconceito sofrido pelo povo do Nordeste.

Hoje, a fanpage oficial no Facebook passa de 420 mil fãs e tem uma média de 12 milhões de pessoas alcançadas por semana. Isso faz da “Nação Nordestina” a maior página com temática Nordestina do planeta.

Na página, são compartilhadas, por exemplo, dicas de lugares para conhecer, pratos da culinária regional e retratos do cotidiano nordestino. Entre as postagens mais curtidas está as imagens com palavras do nosso linguajar, uma série denominada de Curso Intensivo de Nordestinês - confira uma delas abaixo e acesse o site e curta a fanpage!


Acesse: http://www.nacaonordestina.org/

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cantor Azulão é encontrado no Recife


O cantor Azulão estava desaparecido desde o último domingo (14) e foi encontrado na manhã desta quarta-feira (17), no bairro de Afogados, no Recife. Segundo o filho dele, Alexandre Bezerra de Lima, o Azulinho, o cantor de 70 anos – e 50 de carreira – andava dormindo pela rua e não tinha se alimentado. Azulão, como é conhecido Francisco Bezerra de Lima, estava desaparecido desde quando foi visto saindo de casa no domingo, no bairro São Francisco, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

Depois de encontrado, o cantor tomou café da manhã com a família e foi levado de volta para casa, em Caruaru. A família também informou que pretendia levá-lo em um hospital para fazer exames de saúde.

Parentes procuravam por Azulão na capital pernambucana desde a noite de terça-feira, quando receberam a ligação de um amigo avisando que o avistou na rua. Um boletim de ocorrência foi registrado na terça-feira. A informação da família é que ele usa remédio controlado e costuma ingerir bebida alcóolica.

O artista - O cantor ganhou esse apelido devido ao hábito de se apresentar vestido de azul. Nascido em Brejo de Taquara, distrito de Caruaru, desde a década de 60 vem emplacando sucessos do forró como "Dona Tereza", “Tô Invocado”, “Nega Buliçosa” e “Mané Gostoso”. Outra marca registrada do homem de estatura miúda é o vozeirão. As composições dele já foram gravadas por artistas como Marinês, Genival Lacerda e Jacinto Silva, entre outros.

Confira entrevista de Roger de Renor, da TV Pernambuco, com Azulão no vídeo abaixo.

Nos confins do sertão, com os encantadores


O cheiro de bode está impregnado no ar das redondezas da fazenda Casa dos Carneiros, onde aconteceu, no último sábado, 13, o encontro de Elomar com Chico César, Saulo Laranjeira e Xangai. “Cantadores” é o mais recente projeto do menestrel baiano, com direção musical do seu filho, o maestro João Omar. A estreia foi em casa, com convidados à vontade, improvisos e público sedento, numa noite fria e de vento forte no pé da serra da Tromba.

Tinha gente de várias partes do Brasil entre as quase duas mil pessoas que se deslocaram para o habitat natural de Elomar. Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Ceará, Paraíba, Pernambuco e a própria Bahia estavam bem representados. No palco, seis cadeiras aguardavam os cantadores e o maestro – mas, eles eram só cinco. Uma delas ficou vazia em homenagem ao mineiro Dércio Marques, cantador amigo de Elomar que faleceu no último mês de junho. Durante a apresentação, Elomar dedicou a ele “Incelença para um poeta morto”.

O palco do teatro Domus Operae, construído pelo próprio Elomar (que também é arquiteto) e ainda inacabado, foi ocupado por João Omar que apresentou solos de violoncelo, em seguida Xangai, depois Chico César, posteriormente Saulo Laranjeira. Os cantadores dividiam o palco em duplas e se apresentavam sozinhos a cada entrada. O mineiro Saulo Laranjeira, após cantar “O Peão na Amarração” e “Romaria” anunciou o dono da casa, que foi, inevitavelmente a grande atração e o cantador mais esperado.

“Devemos celebrar a existência do maior nome das artes brasileiras: Elomar Figueira de Mello”. Os aplausos concordaram com apresentação de Saulo e Elomar chegou ao palco para cantar e tocar “O violeiro”. A partir daquele momento, a plateia estava extasiada, era impossível encontrar alguém conversando ou com os olhos em outro lugar senão no cantador de 75 anos dedilhando a velha e companheira viola. Teve até quem percebeu que enquanto Elomar tocava, até o vento havia parado de soprar.

Com Elomar e convidados no palco, a apresentação foi uma celebração aos sertões, mas principalmente, a Elomar. Juntos, os cantadores convidados estavam ali pelo mesmo motivo que a plateia, celebrar a obra e os sertões profundos que Elomar conseguiu traduzir em melodias e letras únicas. Foi uma noite de encantamento que, quando houver nova oportunidade, aquelas mesmas pessoas estarão presentes, com certeza.

JUVENTUDE – O público que prestigiou Elomar e seus convidados naquela noite era diversificado. Tinha crianças e idosos, gente simples e sofisticada – uns de salto, outros de bota. Porém, o que chamava atenção era a quantidade de jovens que estavam ali pelo mesmo motivo dos demais: Elomar.

Há motivos para a estranheza: o último disco que Elomar gravou foi em 1995, “Cantoria 3″; Elomar não é adepto do estrelismo, não dá entrevistas, nem aparece pela mídia a fora, sequer deixa ser fotografado; é avesso às tecnologias, se pudesse nem sonorização eletrônica tinha em suas apresentações; é um crítico do sistema, da ordem, do “progresso”; é contra a cultura norte-americana e, quando fala termos inevitáveis vindo da língua inglesa, faz questão de aportuguesá-los a qualquer custo.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

As batalhas de Lampião: Maranduba

Cartaz de 1930 em que o governo da Bahia oferece recompensa pela captura de Lampião

A terceira grande batalha enfrentada por Lampião e seu bando ocorreu em janeiro de 1932, no sertão sergipano, na fazenda Maranduba. Os militares estavam em número três vezes maior e subestimavam os cangaceiros. Lampião demonstrou superioridade tática sobre os militares, principalmente por conhecer muito bem o terreno onde se travou o embate.

Alguns historiadores tentam "minimizar" a vitória obtida por Lampião depois de uma feroz batalha, admitindo, apenas, de que, no final das contas, houve “perdas humanas tanto entre os cangaceiros como entre as forças volantes, porém com maior prejuízo para estas...” Para que se tenha uma idéia do que representou esta batalha para ambos os lados e para a história das lutas sociais do Nordeste, dois pontos devem ser ressaltados:

O primeiro ponto importante refere-se à participação, nesta batalha, dos aguerridos e temíveis Nazarenos. Os nazarenos, uma força policial dedicada em tempo integral na busca e, se possível, destruição de Lampião e seu bando, já eram lendários nos sertões nordestinos, por suas ações militares. Nesta batalha participaram sob o comando do Tenente Manoel Neto.


O segundo ponto a ser destacado é que, apesar da longa, dolorosa e sangrenta campanha contra Lampião e da experiência militar adquirida, mais uma vez os chefes militares deram provas de que sua inteligência sempre ficou abaixo dos arroubos da valentia. A raiva, a fúria e a arrogância foram confrontadas com o sangue-frio, a paciência e a inteligência de Lampião. Rodrigues de Carvalho chegou a afirmar, analisando estas e outras batalhas que Lampião tinha praticado “façanhas de deixar muito curso do Estado Maior com água na boca”.

No caso específico de Maranduba, o historiador Rodrigues de Carvalho não hesita em afirmar que, apesar da superioridade em homens e armas, por parte das forças militares, Lampião demonstrou uma superioridade tática sobre seus adversários. Escreve ele: “E a verdade deve ser dita: quem primeiro abandonou o campo de luta foi a força”. E, mais adiante: “O fato é que durante a extensão da tremenda refrega, que foi por toda a tarde, pode dizer-se sem medo de cometer injustiça, o domínio da situação pertenceu ao ardiloso facínora. Estava todo o tempo, como se diz vulgarmente, serrando de cima”.

O fato ficou conhecido como "Fogo de Maranduba" e um registro da época diz que "no local em que aconteceu o fogo de Maranduba, durante vários anos, das árvores e dos matos rasteiros não ficaram folhas. Tudo era preto, como se tivesse passado um grande fogo. As árvores ficaram completamente descascadas de cima abaixo, de balas". (Fonte: blog Cariri Cangaço)

CONFIRA:
As batalhas de Lampião: Serra Grande
As Batalhas de Lampião: Serrote Preto

Elomar recebe convidados na Casa dos Carneiros


Chico César, Saulo Laranjeira e Xangai se apresentarão com o menestrel conquistense sob a direção de João Omar

A fazenda localizada nas entranhas da serra da Tromba será no próximo sábado, 13, palco para um encontro especial. O Teatro Domus Operae, erguido por Elomar no seu universo caatingueiro, cede o palco para o projeto "Cantadores", dirigido pelo maestro João Omar.

Elomar será anfitrião de Chico César, Saulo Laranjeira e Xangai, que cantarão os sertões da Paraíba, de Minas e da Bahia. "A alma do projeto Cantadores são as canções que constroem um tecido de intensa beleza, com sensibilidade para penetrar no mundo longínquo e sonhador dos cantadores, na pessoa destes quatro trovadores que levam suas loas independente do sistema de consumo imposto pelo denso e grande cordão comercial e midiático", garante a produção.

No repertório, feitos e cantos dos menestréis, poetas errantes, aedos e rapsodos, indo do canto renascentista, passando pelo cancioneiro ibérico, pelas cantigas do nordeste brasileiro e de outras regiões do país. Clássicos como “Serra da Boa Esperança” (Lamartine Babo), “Romaria” (Renato Teixeira), O Violeiro (Elomar) e Cantiga de Amigo (Elomar) não ficarão de fora.

Segundo a organização, "Cantadores" irá correr trecho pelo Brasil no mesmo formato que será apresentado aqui em Vitória da Conquista.

SERVIÇO
CANTADORES LÁ NA CASA DOS CARNEIROS, com Elomar, Chico César, Saulo Laranjeira e João Omar (direção) 
Abertura: “As Ondas do Mar de Vigo”, Cantiga de Martim Codax, executada em solo de voz e violão por João Omar de Carvalho Mello.
Dia 13 de outubro de 2012, às 21 horas (cancela aberta a partir das 18:30).
Local: Teatro Domus Operae - Fazenda Casa dos Carneiros (Gameleira, Distrito do Iguá - 20 KM de Vitória da Conquista).
Como chegar: via BA 262 (saída de Vitória da Conquista para Brumado)*.
Ingressos: R$ 80,00 (inteira) R$ 40,00 (meia).
Vendas: Loja Littium – Av. Olívia Flores.
Contatos: atendimentorossane@gmail.com / 77 3421-4881 / 9117-3287.

*Quem preferir pode ir de ônibus, com a opção de dois horários, às 17h30 e às 19h30, saindo da Praça do Gil.

TV: Luiz Gonzaga é tema de série do Fantástico

Confira as duas reportagens que já foram ao ar no programa dominical da Rede Globo.



É só uma prévia do quem vem por aí: um filme e uma minissérie.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Neta de Lampião processa juiz

Aracaju - A família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay.

A neta de Lampião, Vera Ferreira (foto acima), quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.

Lampião, o cangaceiro famoso por sua valentia
"Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia", afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju.

A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. "Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação."

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão.

Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.

O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo. (Da Agência Estado)

quinta-feira, 4 de outubro de 2012