terça-feira, 23 de outubro de 2012

Uma poesia de Onildo Barbosa



SALVE A POESIA.

No planeta poeta em que vivemos
Sonho muito em deixar de ser poeta
Minha alma andarilha e inquieta,
Já  cansou de  romper os seus extremos,
Tenho a grande impressão, que o que temos
Já perdeu seu sabor original,
Fica apenas no mundo virtual
Todo dia essa cena se repete
O que faço  não passa da internet
Nada vale pra mídia nacional.

Eu queria ver lá em Jô Soares,
Cordelistas, poetas cantadores ,
repentistas, fiéis aboiadores
Divulgando projetos populares
Sebastião Cirilo, Carls Aires,
Moacir, Ivanildo, Biu Salvino,
o poeta maior: Júnior Adelino,
Zé Viola, Geraldo e Moacir,
E eu sentar no sofá pra assistir,
Ao mais puro elenco nordestino.

Fico triste assistindo no Faustão
Um desfile de raças de cachorro
Nosso verso ao chorar pedir socorro
Mas programa nenhum lhe dá a mão
Nossa arte criada no sertão,
Possui tantos talentos pra mostrar,
Quero vê Mestre Lemos declamar,
Com Heleno Alexandre de Sapé,
Demonstrando o cordel como ele é,
A mais rica cultura popular.

O Rolando Boldrin não me convida
Jô Soares, Datena, nem Faustão,
Cada dia me dá a impressão
Que a nossa cultura está perdida
Fico aqui neste beco sem saída
Sufocado na minha persistência
A viola, na sua resistência,
Quando toca me diz em som dolente,
Que a barreira que tem na nossa frente
É maior do que nossa inteligência.

Onildo Barbosa

Um comentário:

ONILDO BARBOSA poeta disse...

aMIGO aILTON FERNANDES, qUE BOM FOI VISITAR SEU SITE E ACHAR UM TRABALHO MEU AQUI RAPAZ!
OLHA; ACABEI DEE COMPLETAR ESSE POEMA.
EU TINHA FEITO ESSAS DUAS ESTROFES BRINCANDO NO FACE. MAS VIROU COMNETÁRIOS.
ENTÃO RESOLVI COMPLETARCCOM MAIS DUAS.
ENTRA LÁ. TE AGRADEÇO.
ONILDO BARBOSA