terça-feira, 20 de setembro de 2011

Lampião conquista a Bahia


Lampião e seu bando na Vila do Pombal (hoje Ribeira do Pombal), em 1923

Lampião conquista a Bahia é o mais novo livro de Luiz Ruben. Um apanhado dos fatos registrados nos jornais da época. Noticias vinculadas com informes geralmente fornecidos pelas volantes. Mais uma ferramenta com capítulos desconhecidos que servirá para compor o intricado mundo do cangaceirismo.


CONFIRA APRESENTAÇÃO E INTRODUÇÃO DA OBRA.

domingo, 18 de setembro de 2011

Cordel Encantado termina sábado e vira marco para a TV brasileira


A novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid passou pelo reino de Seráfia, pela cidadezinha sertaneja de Brogodó, e entra para a história da teledramaturgia brasileira

Do Correio da Bahia (por Nilma Gonçalves)


Mistura de conto de fadas e peleja nordestina, a novela Cordel Encantado chega ao fim no próximo sábado, 24. E já deixa saudades no público, que mostrou que gosta, sim, do que é bom. Todos os dias, a trama marcava de 23 a 25 pontos, e algumas vezes chegou a 30, um recorde para o horário. Cada ponto equivale a 58 mil residências na Grande São Paulo.

A novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid passou pelo reino de Seráfia, pela cidadezinha sertaneja de Brogodó, e entra para a história da teledramaturgia brasileira. Com uma bela história que uniu, na medida certa, o fantástico e o real, além de uma narrativa diferente de tudo o que já havia sido produzido para o horário das seis, Cordel Encantado deixa um legado para os próximos folhetins: o de que é possível ousar.

Referências, as mais diversas. A cada capítulo, era possível ao telespectador identificar desde personalidades da História - Antônio Conselheiro, Lampião, Joana D´Arc, rei Henrique VIII - até princesas do imaginário infantil - Aurora, do conto A Bela Adormecida, por exemplo.

Destaque, ainda, para o roteiro ágil e para a fotografia. As imagens foram filmadas em 24 quadros por segundo, velocidade de captação usada no cinema. Sem contar, obviamente, o elenco de primeira linha, que conseguiu agregar os melhores atores da nova geração, a exemplo de Cauã Reymond, Bianca Bin, Nathalia Dill,  Bruno Gagliasso e Luiza Valdetaro, a talentos consolidados do quilate de Osmar Prado, Zezé Polessa, Matheus Nachtergaele, Marcos Caruso, Felipe Camargo e Débora Bloch.

De brinde, as mulheres ganharam, para seu deleite visual, o galã maduro Domingos Montagner, intérprete do corajoso - mas também sensível, por que não? - capitão Herculano, chefe dos cangaceiros.

Tudo arrematado pela direção primorosa de Ricardo Waddington e Amora Mautner, que demonstra satisfação pelo trabalho. “Foi um projeto muito bem sucedido na forma, nas relações, e o mais importante: no resultado, que é o que vai ao ar”, conta.

Sobre o fim, pouco se sabe. Temendo o vazamento de informações importantes, a diretora e as autoras decidiram não incluir as cenas consideradas estratégicas no roteiro dos últimos capítulos. A imprensa não teve acesso a nenhuma notícia que desse pistas do derradeiro episódio. Se bem que, no caso de Cordel Encantado, o final é o de menos. A novela por inteiro já valeu cada dia em frente à TV.



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Destaque na Conferência de Cultura



Em sua fala durante a abertura da III Conferência Municipal de Cultura, o prefeito Guilherme Menezes destacou o trabalho do professor Antonio Andrade em prol da literatura de cordel. Segundo ele, Andrade faz um trabalho importantíssimo para a cultura da cidade, divulgando os folhetos e a literatura popular, que revelaram importantes poetas dessa arte um tanto quanto complexa, repleta de encantos e também de técnica. O representante de Virgulino Ferreira, como Andrade foi chamado por Guilherme devido ao típico chapéu de cangaceiro que usava, foi aplaudido por toda a plateia do Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima. Um devido reconhecimento e, o mais importante, apoiado pela comunidade!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Conferência Municipal de Cultura

Programação aqui.

Nordeste Independente

Letra de Bráulio Tavares e Ivanildo Vilanova imortalizada na voz da cantora Elba Ramalho.

Ouça aqui: 

Já que existe no sul esse conceito
Que o nordeste é ruim, seco e ingrato
Já que existe a separação de fato
É preciso torná-la de direito
Quando um dia qualquer isso for feito
Todos dois vão lucrar imensamente
Começando uma vida diferente
De que a gente até hoje tem vivido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Dividido a partir de Salvador
O nordeste seria outro país
Vigoroso, leal, rico e feliz
Sem dever a ninguém no exterior
Jangadeiro seria senador
O caçador de roça era suplente
Cantador de viola o presidente
E o vaqueiro era o líder do partido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Em Recife o distrito industrial
O idioma ia ser nordestinense
A bandeira de renda cearense
"Asa Branca" era o hino nacional
O folheto era o símbolo oficial
A moeda, o tostão de antigamente
Conselheiro seria o inconfidente
Lampião, o herói inesquecido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

O Brasil ia ter de importar
Do nordeste algodão, cana, caju
Carnaúba, laranja, babaçu
Abacaxi e o sal de cozinhar

O arroz, o agave do luar
A cebola, o petróleo, o aguardente
O nordeste é auto-suficiente
O seu lucro seria garantido
Imagine o Brasil ser dividido
E o nordeste ficar independente

Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que nos enganam
Porque no fundo no fundo nosso povo não é besta

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Poetas Populares: José Camelo


O poeta José Camelo de Melo Rezende é autor de um dos clássicos da poesia cordelista: O Pavão Misterioso, romance que inspirou outros títulos e até mesmo outras manifestações artísticas. O cantor cearense Ednardo, por exemplo, transformou os versos de José Camelo em música, que acabou virando tema de novela e sucesso na voz do cantor Ney Matogrosso.

O criador do Pavão é natural de Guarabira, Paraíba. Nasceu no povoado de Pilõezinhos em 20 de abril de 1885. Homem de muita imaginação e de talentos brilhantes, foi carpinteiro, xilógrafo, cantador e poeta. Não escrevia seus primeiros versos, criados por volta de 1920, guardava-os na memória para cantá-los onde fosse se apresentar. Segundo registros, versava- os numa língua perfeita, com precisão da métrica e da rima que o distingue da maioria dos poetas populares.

Camelo morou no Rio Grande Norte entre 1927 e 1929, fugido por ter se metido numa confusão. Nesse período, José Melchíades se apoderou dos originais de O Pavão Misterioso e o publicou como seu. Mesmo tendo descoberto e denunciado, até hoje se discute a verdadeira autoria desse romance.

Camelo morreu em 28 de outubro de 1964, em Rio Tinto (PB), passando à posteridade como um dos maiores autores da literatura de cordel brasileira.


José Camelo é autor de outros romances que se tornaram clássicos da Literatura de Cordel, como Coco Verde e Melancia, Pedrinho e Julinha, Entre o amor e a espada, O monstro do Rio Negro, Aprígio Coutinho e Neusa e A Verdadeira História de Joãozinho e Mariquinha.

Leia um trecho do romance As Grandes Aventuras de Armando e Rosa ou Coco Verde e Melancia:

Da cidade de Mamanguape
Rosa nada conhecia
E, por isso, acreditou
No que o irmão dizia,
E, açoitando o cavalo,
Caminhou com alegria.

Às dez horas se serviram
De doce com queijo e vinho;
E ao pôr-do-sol o irmão
A Rosa disse baixinho:
- Rosa, alvíssaras, chegamos
Na casa do teu padrinho!

Rosa, bastante espantada,
Lhe respondeu: - É mentira!
Meu padrinho aqui não mora
E, se mora, me admira
Eu ter vindo a Mamanguape
E me achar em Guariba!

Mas logo, no mesmo instante,
Ouviu a voz do padrinho,
Que dizia duma porta:
- Viva, chegou meu sobrinho,
Trazendo a minha afilhada,
Pra alegria de Agostinho!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Forró pé de serra continua vivo e passa bem


Nordeste, baião. Qual fogueira de São João
Por José Nêumanne*
O grupo Clã Brasil foi uma das atrações
O bom pé de serra não morre jamais, como provam novos nomes que tocaram no Ibirapuera

Agora na Secretaria de Cultura de seu Estado, a Paraíba, Chico César, autor de Mama África e outros sucessos do cancioneiro nacional, passou a promover a vinda a São Paulo de vários colegas e grupos para que o Sudeste conheça a prata e a faiança de sua casa (através do projeto Paraíba Puxa o Fole). Numa noite inesquecível no Auditório do Ibirapuera, onde Osvaldinho do Acordeon, emocionou todos acompanhando o Clã Brasil em Escadaria, o teste fatal do bom sanfoneiro, composta pelo gaúcho Pedro Raimundo e tornada sucesso por Zé Calixto, foi também apresentado o irmão de Zé, Luisinho Calixto, autor de um manual único para ensinar um instrumento de dificílima execução, que é o fole de oito baixos, instrumento que Luiz Gonzaga imortalizou cantando a memória do pai em Respeita Januário.

A noite do Ibirapuera serviu para exibir algumas boas revelações. A primeira delas é que o chamado “forró universitário”, que invadiu os arraiais juninos do interior do Nordeste com o êxito do grupo Fala Mansa, de São Paulo, e o chamado “forró de plástico”, indústria lucrativa do cearense Manuel Gurgel, é alternativo, mas não substituto do chamado “pé de serra”. Trata-se apenas de uma variação bem-sucedida de uma grande invenção de marketing do “Rei do Baião”, que é o forró, gênero assim denominado de uma corruptela da palavra portuguesa forrobodó, sem nada que ver com a expressão for all, usada pelos ingleses que foram ao Nordeste construir ferrovias e, segundo conta a tradição, assim chamavam suas festas. A segunda é que o massacre comercial dessas “corruptelas” da música regional não matou seus talentos, como se chegou a pensar quando grandes artistas do gênero – caso de Antônio Barros, autor de mais de 700 sucessos juninos (como Homem com agá e Por debaixo dos panos, sucessos nacionais na voz de Ney Matogrosso) e sua mulher e parceira, Cecéu – passaram a abrir shows das bandas formadas por profissionais itinerantes e em rodízio sob o poder de Gurgel.

Luisinho Calixto, natural de Campina Grande, Paraíba, e residente em Fortaleza, Ceará, hoje percorre o interior, a partir de Caruaru, Pernambuco, concorrente de sua terra natal na disputa pelo título de “maior São João do mundo” ou do “universo” inteiro, ensinando jovens talentos a tocar o difícil instrumento camponês, que lembra um bandaneón portenho e cujas limitações dificultam o aprendizado e a execução. Trata-se de um mestre itinerante que mantém a tradição que veio de Januário, passou por Abdias e está hoje nas mãos dos irmãos Calixto.

E o Clã Brasil, com graça, alegria e competência musical, prova que o forró não morreu nos palcos do Nordeste e do Brasil. Apesar das dificuldades de transporte, pois o grupo é composto pelo professor universitário Badu, egresso do sertão do Vale do Piancó, sua mulher, Morena, os sobrinhos Fabiane e Francisco e as filhas Lizete, Laryssa e Lucyane (que deixei por último por ser a estrela mais fulgurante da constelação, sanfona e fole à mão), e exige o transporte de 12 pessoas para mostrar a todos “como se canta e dança o forró” com simpatia, luz e energia.

Ao Ibirapuera o Clã Brasil trouxe dois projetos em andamento que resgatam o melhor da música regional nordestina. Num deles, homenageia o classificador de algodão pernambucano que viveu em Campina Grande (onde fazia o programa de rádio Forró de Zé Lagoa) Rosil Cavalcanti, autor de Sebastiana, sucesso de Jackson do Pandeiro) e Tropeiros da Borborema (gravado por Luiz Gonzaga). O objeto da outra homenagem é o Rei do Baião, inventor do trio de sanfona, zabumba e triângulo.

*José Nêumanne, poeta, jornalista e escritor, é editorialista do Jornal da Tarde (Publicado na Pág D6 do Caderno 2+Música do Estado de S. Paulo, sábado, 3 de setembro de 2011).

sábado, 3 de setembro de 2011

Lançamentos no Cariri Cangaço

Algumas das novidades e relançamentos que estarão a disposição durante o evento que ocorre de 20 a 25 de setembro no Cariri cearense.

O livro faz uma análise e uma nova versão sobre a polêmica morte do industrial Delmiro Gouveia, com suas contradições e mistérios. Quase 90 anos depois Gilmar Teixeira realizou uma verdadeira odisséia na busca da elucidação dos fatos, confrontando depoimentos e notícias da época, rastreando detalhes que passaram despercebidos quando ainda no calor dos acontecimentos. Vale a leitura e o conhecimento dos registros. Para falar com o autor (75) 9117-5594.

É uma das mais expressivas obras do grande mestre Antonio Amaury. O livro narra fatos desconhecidos dos estudiosos do cangaço e torna-se obrigatório para quem pretende aprofundar seus conhecimentos. Com apresentação de João de Sousa Lima o livro sai na sua 3ª edição, mais uma oportunidade para quem ainda não o possui.

João de Sousa Lima relança Maria Bonita, a Rainha do Cangaço. 2ª Edição da mais completa biografia da mulata da terra do Condor. O livro narra do nascimento à morte da cangaceira, assim com pontua coitos, coiteiros e fatos inéditos relacionados com a Região onde Lampião conheceu sua amada: Paulo Afonso.

Também de João de Sousa "Cangaceiro Gato: Um Rastro de Ódio e de Sangue". É um filme-dcumentário produzido pelo NEC- Núcleo Experimental de Cinema de Paulo Afonso e foi produzido com recursos próprios, em parcerias com os diversos seguimentos culturais da cidade. A história baseada em fatos reais tornou-se um documento a mais para quem busca conhecimento sobre as histórias do cangaço. Gato era um índio da tribo Pankararé e foi um dos mais perversos cangaceiros que se tem notícia.

Lampião conquista a Bahia. É o mais novo filho de Luiz Ruben. Um apanhado dos fatos registrados nos jornais da época. Noticias vinculadas com informes geralmente fornecidos pelas volantes. Mais uma ferramenta com capítulos desconhecidos que servirá para compor o intricado mundo do cangaceirismo. Contatos com o autor: (75) 3281-5080 (Graf Tech)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Mestre Vitalino – Um Artista Naïf

Por J. R. Araújo


Arte naif é a arte do povo, arte popular, especialmente da área rural, embora possa manifestar-se no contexto urbano. Não constitui uma “escola” ou movimento em que se possa delinear suas raízes históricas ou conteúdo formal bem definido. Entretanto, alguns elementos significativos lhe são bastante comuns, mesmo diante da diversidade cultural em que possa aflorar. O Brasil, França, Haiti, Itália e toda África, são considerados os países de maior conteúdo e importância na produção de arte-naif. O laboratório é a realidade do homem simples, autodidata, que busca na sua arte, seu maior dom: capacidade de expressão. É arte figurativista, de apelo ao imaginário popular, que retrata o dia-a-dia da realidade social com humor, no mais das vezes, refinado. Desprovida de elementos heróicos, incorpora, todavia, elementos míticos e lendários da sociedade local, retratando-os de forma bem cotidiana, quase casual. Na verdade o grande herói é o próprio homem em suas atividades profissionais ou sua aventura pessoal, sempre na busca de uma vida melhor. A ausência de elementos emocionais e a despretensão sócio-política fazem dela uma arte sem qualquer leitura subjacente, não engajada e por isso chamada naif, ingênua.

Vitalino Pereira dos Santos, Mestre Vitalino, ceramista pernambucano, nascido em Caruaru no ano de 1909, filho de mãe ceramista e pai lavrador, começou, desde cedo, a “brincar” de fazer bonecos; inicialmente bois, vacas, jegues e cavalos como seus próprios brinquedos. Mais tarde aumentaria seu acervo criativo incluindo vaqueiros, cangaceiros, médicos e dentistas em ação, advogados, costureiras, família de retirantes, cenas de casamentos, batizados e festas diversas, bandas de pífanos, grupos de festejos etc. Tudo que sua imaginação fértil podia criar, captando o universo em que vivia. Divulgou sua arte da maneira mais naif possível; nas feiras locais, em especial a Feira de Caruaru, com objetivo único de vender suas peças como brinquedos de crianças.

Bem conhecidas são suas peças de grupos, entre elas podemos citar os enterros em rede, bandas de pífanos ou forró, vaquejadas etc. Outro aspecto interessante é seu trabalho consonante o imaginário popular como “O vaqueiro que virou cachorro”, “A luta do homem com o lobisomem” e outros, temas freqüentemente descritos nos livretos de literaturas de cordel.

Após ficar conhecido em Caruaru e todo o estado, transpôs fronteiras e, a partir dos anos quarenta, sua obra começou a ser divulgada inicialmente no Rio de Janeiro e logo para todo país. Hoje, suas peças estão espalhadas em museus e nas coleções de admiradores, de estudiosos de folclore e arte popular. Algumas de suas peças estão expostas no Museu de Arte Popular de Caruaru, Casa Museu Mestre Vitalino, no Alto do Moura, na casa onde viveu, no acervo do Museu do Homem do Nordeste da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife e até no Museu do Louvre, Paris.


Mestre Vitalino criou escola; tanto que após sua morte, em 20 de Janeiro de 1963, suas peças continuaram produzidas pelos filhos, netos e outros ceramistas da região. Sendo o Brasil considerado um dos mais importantes países do mundo no que concerne a art-naif, certamente que Mestre Vitalino ocupa uma posição de maior destaque.


Recife, Setembro de 2004

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lampião já esteve em Conquista

E foi para reivindicar! O cangaceiro passou pela cidade de Vitória da Conquista várias vezes e por diversos motivos.

Como um dos personagens do militante de qualquer causa, André Cairo, que se fantasia e vai para as ruas da cidade protestar em nome do Movimento Contra a Morte Prematura, Lampião com certeza é um dos que chama mais atenção e também um dos que mais intimida os governantes...

Com o governador Jaques Wagner, no Aeroporto

Na Câmara de Vereadores da cidade

Durante a Exposição Agropecuária de 2010

Recepcionando autoridades políticas no Aeroporto