domingo, 18 de setembro de 2011

Cordel Encantado termina sábado e vira marco para a TV brasileira


A novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid passou pelo reino de Seráfia, pela cidadezinha sertaneja de Brogodó, e entra para a história da teledramaturgia brasileira

Do Correio da Bahia (por Nilma Gonçalves)


Mistura de conto de fadas e peleja nordestina, a novela Cordel Encantado chega ao fim no próximo sábado, 24. E já deixa saudades no público, que mostrou que gosta, sim, do que é bom. Todos os dias, a trama marcava de 23 a 25 pontos, e algumas vezes chegou a 30, um recorde para o horário. Cada ponto equivale a 58 mil residências na Grande São Paulo.

A novela escrita por Thelma Guedes e Duca Rachid passou pelo reino de Seráfia, pela cidadezinha sertaneja de Brogodó, e entra para a história da teledramaturgia brasileira. Com uma bela história que uniu, na medida certa, o fantástico e o real, além de uma narrativa diferente de tudo o que já havia sido produzido para o horário das seis, Cordel Encantado deixa um legado para os próximos folhetins: o de que é possível ousar.

Referências, as mais diversas. A cada capítulo, era possível ao telespectador identificar desde personalidades da História - Antônio Conselheiro, Lampião, Joana D´Arc, rei Henrique VIII - até princesas do imaginário infantil - Aurora, do conto A Bela Adormecida, por exemplo.

Destaque, ainda, para o roteiro ágil e para a fotografia. As imagens foram filmadas em 24 quadros por segundo, velocidade de captação usada no cinema. Sem contar, obviamente, o elenco de primeira linha, que conseguiu agregar os melhores atores da nova geração, a exemplo de Cauã Reymond, Bianca Bin, Nathalia Dill,  Bruno Gagliasso e Luiza Valdetaro, a talentos consolidados do quilate de Osmar Prado, Zezé Polessa, Matheus Nachtergaele, Marcos Caruso, Felipe Camargo e Débora Bloch.

De brinde, as mulheres ganharam, para seu deleite visual, o galã maduro Domingos Montagner, intérprete do corajoso - mas também sensível, por que não? - capitão Herculano, chefe dos cangaceiros.

Tudo arrematado pela direção primorosa de Ricardo Waddington e Amora Mautner, que demonstra satisfação pelo trabalho. “Foi um projeto muito bem sucedido na forma, nas relações, e o mais importante: no resultado, que é o que vai ao ar”, conta.

Sobre o fim, pouco se sabe. Temendo o vazamento de informações importantes, a diretora e as autoras decidiram não incluir as cenas consideradas estratégicas no roteiro dos últimos capítulos. A imprensa não teve acesso a nenhuma notícia que desse pistas do derradeiro episódio. Se bem que, no caso de Cordel Encantado, o final é o de menos. A novela por inteiro já valeu cada dia em frente à TV.



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