terça-feira, 29 de novembro de 2011

ZÉ DO TELHADO E LAMPIÃO: HEROIS POPULARES (Portugal e Brasil)




José Teixeira da Silva, vulgo Zé do Telhado nasceu em 22/06/1818 na aldeia de Castelões de Recesinhos, comarca de Penafiel, região da cidade do Porto, norte de Portugal. Salteador de 1842 a 1859. Foi considerado o Robin dos Bosques.

Virgulino Ferreira da Silva, vulgo Lampião nasceu em 04/06/1898 de acordo com o batisterio, na cidade de Serra Talhada, situada no sanguentro e poético vale do Pajeú, sertão de Pernambuco.

Zé do Telhado mito português e Lampião mito brasileiro. Os dois se destacaram por atos de bravura, enfrentamento e heroismo. Também se destacaram pelo o extinto militar. Zé do Telhado foi condecarado pela a Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealda e Merito. Aqui no Brasil Lampião foi condecorado por parte do povo, virou mito. Perseguidos entraram na bandidagem, as portas se fecharam para ambos. Zé do Telhado substituiu o Bandoleiro Custódio, o Boca Negra. Lampíão, Bandoleiro substitui Sinhô Pereira. Ambos julgados por crimes pelos tribunais, porém contavam com apoio de pessoas importantes. Zé do Telhado cresceu a barba e Lampião cresceu o cabelo. Ásperos mas tinham bondades.

sábado, 26 de novembro de 2011

Livro afirma que cangaceiro Lampião era gay; família consegue impedir publicação


A vida de Virgulino Lampião que viveu no início do século passado e atuou no sertão nordestino, tido como herói por uns, e assassino e ladrão por outros, virou mais um livro. O cangaceiro que viu seus pais serem assassinados e espalhou uma onda de vingança e terror pela região seria gay, segundo livro.

O personagem é tema do livro “Lampião, o Mata Sete” do juiz aposentado e advogado Pedro de Morais, que seria lançado no próximo dia 1° de dezembro, na sede da OAB de Sergipe, e que defende que o rei do cangaço era homossexual. Padre Cícero, emboscadas, perseguição policial e o ambiente carente do sertão são pontos abordados pelo livro que vai além e conta o dia a dia no bando de ladrões que viraram heróis por combater o poder estabelecido e coronelista da época.

Não é o primeiro trabalho que afirma que o homem temido por uns e adorado por outros era do bordado e não do babado. É sabido que Lampião era hábil costureiro e confeccionava suas próprias vestimentas e calçados. Há até boatos de que um de seus homens, Corisco, era seu amante e que Maria Bonita só foi aceita no bando para afastar a fama de baitola do chefão. A fama de feia da tal Maria Bonita, mulher macho sim senhor também é abordada no livro.

O livro apresenta diversos relatos e estudos sobre a teoria de que Lampião era um homossexual. Entre elas, a teoria do professor Luiz Mott, doutor em antropologia, do Grupo Gay da Bahia, que força teses anteriores de que Lampião não era machão em sua intimidade e adorava perfume francês, usava um lenço de seda e muitos anéis nos dedos.

Ao ser morto em 1938, Lampião, Maria Bonita, Corisco e outros do bando tiveram suas cabeças decepadas e exibidas em praça pública. Por décadas as famílias não conseguiram dar um enterro digno a estas figuras lendárias da história brasileira. Parece que até hoje eles estão condenados a não descansarem em paz.

Ação na justiça - A família de Lampião conseguiu na Justiça sergipana impedir, na noite de quinta-feira (24), o lançamento do livro ‘Lampião, o mata sete’, de Pedro de Morais, que sustenta que o cangaceiro era gay. Em Aracaju, vivem uma filha de Lampião, Expedita, e netos.

Segundo o cineasta Zoroastro Sant'Anna, que faz um filme sobre Lampião, há 186 livros sobre o valentão, mas, nenhum questionou sua sexualidade. (Do site Paraiba.com.br)

O livro ainda afirma que Maria Bonita era adúltera - a filha do casal seria de outro homem, segundo o escritor Pedro Morais. "Não sou eu o primeiro a dizer isso, não. O professor Luiz Mott há mais de 30 anos já dizia isso", explica o juiz, dizendo que o cangaceiro namorava com um homem que também se relacionava com Maria Bonita, de nome Luis Pedro. (Do site iBahia)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Casa do Cantador


Inaugurada em 9 de novembro de 1986 e localizada em Ceilândia, cidade que concentra um grande número de imigrantes da Região Nordeste, a casa do cantador é considerada o Palácio da Poesia e da Literatura de Cordel no Distrito Federal. O local é palco de apresentações de grandes nomes da cultura nordestina, como cantores de repente e embolada; exposição de culinária nordestina, inclusive a cozinha do local recebeu o nome de Maria Bonita; oficina de música e trabalhos de inclusão digital. Conta também a biblioteca batizada de Patativa do Assaré, na qual é possível encontrar um grande acervo de cordéis, entre eles exemplares de Jorge Amado e Ariano Suassuna.

Além de centro de cultura, a casa possui um alojamento com a estrutura semelhante à de um pequeno hotel. Quando grandes escritores de outros estados vêm à Capital Federal para participar de eventos, podem ficar alojados na casa gratuitamente por um período de até 40 dias. Isso contribui para que artistas que não têm muitos recursos possam vir apresentar seus trabalhos em eventos no Distrito Federal, como a Feira do livro. Além de aumentar o intercâmbio entre os artistas do DF e de outros estados.

Projetada por Oscar Niemeyer, a casa é a única obra do arquiteto fora do Plano Piloto. Sua arquitetura é mantida quase original, visto que a administração anterior fez algumas alterações, na qual tirou uma porta e acrescentou janelas de vidro. A atual administradora alterou as cores da fachada e teve que voltar a pintura original por exigência do próprio Niemeyer, que não permite modificações em suas obras. A casa apresenta uma concha acústica que permite a evasão do som para todo ambiente, assemelhando-se a um teatro, onde é possível ouvir com clareza até nas últimas fileiras da arquibancada. Essa característica torna a casa um ótimo palco para a propagação da cultura nordestina, seja por meio da música ou do teatro.


A Casa do Cantador fica na QNN 32, na Ceilândia Sul. Mais informações no blog.

Contatos: (61)3378-5067 / 3378-4891
E-mail: casadocantadordobrasildf@gmail.com

Matuto no cinema

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Ino no Cangaço

O cantador Xangai participou da edição especial com artistas nordestinos do programa Sarau, da Globo News, apresentado por Chico Pinheiro. Falou sobre sua origem e sobre cidades da região de Conquista e cantou INO NO CANGAÇO (composta em parceria com Ivanildo Vila Nova). Confira no vídeo abaixo.



Para assistir ao programa completo, clique aqui.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Novo filme retratando o cangaço


"DE VOLTA AO CANGAÇO" TERÁ CENAS ELETRIZANTES DE PERSEGUIÇÃO

Estão a todo vapor as gravações do novo filme do mortugabense Paulo Sérgio Nogueira, as primeiras cenas com qualidade de imagem e cuidado nos detalhes em relação ao roteiro já fazem desse novo filme um marco no cinema do estado da Bahia. O longa ambientado na caatinga leva para o passado e futuro, cangaceiros, jagunços e boas doses de ação eletrizantes e humor que irão agradar o público. Algumas cenas serão rodadas em Vitória da Conquista. "De volta ao Cangaço" deve estrear em dezembro e tem parceria com a Fundação Pedro Calmon de Salvador e a Mortugaba Filmes.

Por Max Dayan Barbosa (do site Divulga Mais Fácil

Escola de samba homenageará Luiz Gonzaga

A Escola de Samba Mocidade Unida da Glória, de Vila Velha no Espírito Santo, irá homenagear o rei do baião no ano do seu centenário.

Luiz Gonzaga faria 100 anos em dezembro de 2012 e se tornou enredo da escola com o tema: GONZAGÃO! FILHO DO SERTÃO, MAJESTADE DO BAIÃO, 100 ANOS EM GLÓRIA!

Abaixo a letra do samba que tomará a avenida no carnaval do próximo ano em Vitória.


Compositores: 
Diego Nicolau, Mauricio Bona, 
Claudinho Vagareza e Thiago Brito

É festa, amor! Que felicidade!
Cai na folia, não se "avexe" não
De vermelho e branco,
minha mocidade
Vem exaltar o mestre Gonzagão

Puxa o fole, sanfoneiro
Chama o mundo inteiro que eu vou versar
A vida desse "cabra bão", filho do sertão
Que o "Luar de Prata" veio iluminar
Luiz do Nascimento, um "Talismã"
que em exú nasceu
"Gonzagamente" genial,
pernambucano especial
Do pai herdou acordes
Jovem talento que o reisado batizou
"de Januário" mostra seu valor
que Deus abençoou

Segue o traço do destino, cantador
Pelo meu Brasil menino, vai brilhar
Faz do Rio, morada e da noite, canção
Leva a saudade no seu coração

Meu "Padim Padi Ciço" guia a tua andança
"Vira e Mexe" a emoção
Nas ondas do rádio se torna herança
No palco, é xote e xaxado,
é o consagrado Rei do Baião
O mundo abraça ligeiro esse valente "leão"
Oh! Meu pé de serra, minha "Asa Branca”
Jamais irei te esquecer
Se as "Vozes da Seca" calaram
É o sinal que o amor vai florescer
"Velho Lua", "Vida de Viajante"
são recordações
Que teu peito guardou em forma
de canções

Para ler a sinopse do enredo clique em Mais Informações.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

ZÉ DO MESTRE

ZÉ DO MESTRE

Zé do Mestre nasceu em 1938  no município de Salgueiro, Pernambuco. O famoso Zé do Mestre começou na arte com apenas 6 anos de idade, junto com seu pai Luiz Eugênio Barbosa, o mestre Luiz. Zé fabrica roupa de vaqueiros, confeccionava  a indumentaria de couro de Luiz Gonzaga e tem suas peças exportadas para nove países, entre eles o Canadá, Holanda e EUA. Entre figuras de destaque que tem indumentarias de (roupa de vaqueiro) couro produzidas pelo Zé do Mestre, a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula e o rei Juan Carlos da Espanha. Além de grande artesão Zé do Mestre se considera um ambientalista, amante e defensor da natureza e poeta. Ele reside atualmente no interior de Salgueiro, distante 17 km da sede. 

Uma estrofe de poesia do Mestre: 
"Eu sou vaqueiro afamado de bois das caatingas 
Sou poeta, artesão e ambientalista
Sou irmão do sabiá 
Sou primo do Patativa."   



Fotos do Tuíca e do Zé do Mestre











Cangaço: Epopeia de Guaribas

No município de Porteiras, sul do Ceará aconteceu uma das maiores tragédias do movimento do cangaço. Circulou informação que o afamado Cangaceiro Lampião estava de coito na sede da fazenda Guaribas de propriedade de Francisco Pereira Lucena, vulgo Chico Chicote. Se destacaram no combate ao movimento cangaceiro as chamas Forças Volantes, compostas de policiais e também civis encorporados. Certo momento uma Volante composta de 150 soldados da Paraíba, Pernambuco e Ceará, diante da informação que circulava resolveu atacar a sede da fazenda de Chico Chicote, foram 32 horas de combate. Dentro da residência se encontravam 4 homens e 2 mulheres da família do Chico, as mulheres colaboraram colocando panos molhados para esfriar os canos dos rifles e os homens da família sustentaram o fogo. Resultado: 37 pessoas mortas, 27 policiais e 10 civis. De dentro da residência foram 2 mortos com mais 8 civis da fazenda Guaribas. Nas fotos reveladoras se destaca o coqueiro resistente todo furado de bala.    












 Nesta foto a presença dos historiadores e curiosos. 

 Tuíca do Cordel.