quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comitiva de São Benedito se apresenta em Conquista


2º ETAPA PROJETO SONORA BRASIL - Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança
Para celebrar São Benedito, comitivas formadas por foliões saem às ruas rezando ladainhas e visitando casas de promesseiros – do Pará até o Maranhão. Durante a manifestação cultural denominada Marujada de Bragança, o grupo usa a música e a dança para louvar o Santo.

Integrantes: Mestre Zito, Nazareno Nascimento, Júnior Soares, Rafael Almeida, Waldir Santos, Zezinho Brito.
Instrumentos: Tambor, pandeiro, reco-reco e onça (cuíca grave).
Ritmos: roda, retumbão, chorado (afro-brasileiro), mazurca, xote e contradança (europeu).

DIA 2 DE SETEMBRO, ÀS 20h, NO CENTRO DE CULTURA CAMILLO DE JESUS LIMA. INGRESSOS: R$ 8,00 E R$4,00

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Conquista dos Coronéis

Foto: João Melo / Conquista News
Na última sexta-feira, 12, foi lançado oficialmente o livro “A Conquista dos Coronéis”, de autoria do professor Durval Menezes, membro da Academia Conquistense de Letras e da Associação dos Sociólogos da Bahia. Com a publicação do livro, Durval junta-se ao clube de memorialistas conquistenses do qual já fazem parte Aníbal Lopes Viana, Mozart Tanajura e Ruy Medeiros.

A obra estuda as relações entre os chamados “coronéis” e o desenvolvimento de Vitória da Conquista, desde a época de João Gonçalves da Costa. “Não escrevemos a história de Vitória da Conquista”, ressalta Durval. “O que fizemos foi uma análise de aspectos históricos, geográficos, sociológicos e antropológicos da cidade”.

Confira, clicando no link, o comentário do jornalista Ricardo de Benedictis sobre a obra.

Informações: Ascom PMVC.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Como é feita a rapadura

O Caderno Paladar, do jornal Estadão, acompanhou a produção de rapadura no Sítio JJ, em Paraibuna (SP), no Vale do Paraíba. O proprietário, Jotinha, é dono de um dos últimos engenhos da região.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Poetas Populares: Klévisson Viana


Cearense de Quixeramobim no Sertão Central, Antônio Klévisson Viana nasceu em 1972 e cresceu ao som das canções e dos repentes de viola, cordel e reisado. Cartunista, poeta popular, editor e membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) e da Academia Brasileira de Cordel e Cantoria (ABC), Klévisson é dono da Tupynanquim Editora, já publicou mais de 500 obras de literatura de cordel, sendo que mais de uma centena delas já foram adaptados para os quadrinhos, televisão e teatro.

O folheto A Quenga E O Delegado, por exemplo, foi transformado em episódio da série Brava Gente da Rede Globo.

Entre suas obras, destacam-se:

O príncipe do Oriente e o pássaro misterioso;
Helena de Tróia;
O cachorro encantado e a sorte da megera;
João da Viola e a princesa interesseira;
O negrinho do pastoreio;
Nascimento, vida e morte de João Paulo II;
Artimanhas de Pedro Malazartes e o urubu adivinhão;
O pecador obstinado aos pés da Compadecida;
O caçador João Mendonça e o tribunal da floresta;
A mala do folheteiro (também publicado em livro e folheto na França, em versão traduzida).


Ao lado de outros poetas, como Arievaldo Viana (seu irmão), Rouxinol do Rinaré, Geraldo Amâncio, Zé Maria de Fortaleza, Bule-Bule e Manoel Monteiro, é autor de vários títulos.


O talento de Klévisson para a poesia se estende às linhas que desenha. Como cartunista, trabalhou em jornais, ilustrou dezenas de livros, publicou HQs e participou de festivais e exposições do humor gráfico no Brasil e no exterior. Algumas das suas obras foram premiadas em renomados concursos a nível nacional, Klévisson é vencedor em diferentes edições do prêmio HQ-Mix, por exemplo. O cordel A moça que namorou com o bode, de Arievaldo Viana, foi adaptado para os quadrinhos por Klévisson, sendo sucesso de crítica e público.

O cearense é fundador da Biblioteca de Arte Sequencial Luiz Sá, dedicada aos quadrinhos, e criador de uma das vinhetas de intervalo da Rede Globo, em animação com o Pavão Mysteriozo. Vale destacar que os desenhos utilizados na ilustração do blog Luz de Fifó (no topo da página) foram retirados de suas obras.

Leia um trecho de Artimanhas de Pedro Malazartes e o urubu adivinhão:

Surgiu Pedro, viajando
Por vilas e povoados
Se valendo de astúcia
E de planos bem formados;
Não gostava de patrão
Pois, para roubar ladrão
Pedro era preparado...

Pedro encontrou, certo dia
Uma carniça de gado
Já em decomposição
Que a seca tinha matado;
Os urubus disputavam
E por ali espalhavam
Os restos pra todo lado.

Pedro lembrou que trazia
Ali, na sua algibeira
Dos brinquedos de criança,
Uma velha baladeira:
Depois de umas três pedradas
Uma ave foi baleada
Pra Pedro 'fazer a feira'...

Pedro pegou o urubu
Que a pedra tinha acertado
(O bicho tava ferido
Ligeiro foi amarrado).
Disse Pedro: - Com esse bicho
Se tratá-lo com capricho
Eu como um belo guisado!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O Cordel pelo mundo

Certa feita, durante uma exposição de cordel na Uesb, me aparece uma professora que se disse admirada com o acervo exposto. Na época, a professora estava fazendo doutorado numa universidade da Alemanha e, ao ver a exposição, se recordou de lá, pois onde ela estava estudando também havia um belíssimo acervo dos nossos folhetos.

Mas, não é só na Alemanha que se pode encontrar a nossa literatura popular, ela é amplamente aceito pelo exterior...

Existem acervos em universidades renomadas no mundo inteiro: só na Sorbbone (França) há mais de trinta mil títulos - uma das maiores coleções do mundo, outros gigantescos acervos existem em Harvard e na Biblioteca do Congresso Americano (Estados Unidos) e na Universidade de Kyoto (Japão), e ainda em lugares como Itália, Espanha, Holanda, Inglaterra e Portugal.

Mais que acervos, há fundações e instituições voltadas para preservação e estudo da literatura nordestina e, portanto, da sociedade brasileira através dos romances de cordel. O governo da França, por exemplo, mantém a Fundação Raymond Cantel, nome de um escritor francês que se dedicou a pesquisar a nossa literatura.

Está provado que o mundo reconhece o valor dos nossos romances, no entanto, por aqui são poucas as escolas e as universidades que têm um espaço dedicado ao cordel e à cultura popular. É uma pena, mas nós ainda vamos conquistar isso!

Exposição de Cordéis e xilogravuras em Marselle, em setembro de 2005 (Ano do Brasil na França)

sábado, 13 de agosto de 2011

Terceira edição de seminário dedicado ao cangaço no Sertão do Cariri

Realizado na Região do Cariri, sul do estado do Ceará, nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora e Barro, o Seminário Cariri Cangaço chega à sua terceira edição neste ano de 2011 com o tema Da Insurreição a Sedição.

Entre os dias 20 e 25 de setembro, os participantes irão participar de um conjunto de 17 conferências, seguidas de debates, abordando temáticas ligadas à historiografia nordestina, com pesquisadores, estudiosos, escritores e professores, reconhecidos nacionalmente.

Ainda fazem parte da programação, a Mostra Cariri Cangaço de Cinema, Vídeo e Documentários, a Latada do Livro Cariri Cangaço, o Grande Salão Cariri Cangaço e a Exposição "Lampião" (Acervo da Abafilm), além dos lançamentos da Revista Cariri Cangaço e da minissérie Sedição de Juazeiro.

Para completar a diversificada programação, o espaço das apresentações artísticas reúne as mais significativas manifestações culturais e folclóricas de toda região do Cariri, das áreas das artes cênicas, música, dança e cultura popular.

A temática do evento remete à Insurreição de 1817, momento marcante da vida nacional quando heróis cratenses como Bárbara de Alencar e seus filhos, Martiniano de Alencar e Tristão Gonçalves, formaram dentre os pilares principais pela independência do Brasil e à Sedição de Juazeiro de 1914, episódio épico em que se digladiaram as forças políticas e oligárquicas de Juazeiro do Padre Cícero, do Governo Federal da Velha República e do estado do Ceará.

Mais informações no blog Cariri Cangaço.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A lenda viva da grosseria

Nem as Tchecas do Pânico, nem as “patadas” de Fábio Júnior na entrevista do mês, muito menos a polêmica acerca do que a Sandy dá (ou deu), o que merece destaque da revista Playboy publicada no mês de julho é uma reportagem, de Adriana Negreiros, com o mestre da tolerância zero: Seu Lunga! Confiram abaixo (basta clicar sobre a imagem para ampliar):



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quem foi Raymond Cantel?

Raymond Cantel em xilogravura de J. Barros
Doutor em Letras Portuguesas e professor da Língua Espanhola na Faculdade de Letras e Línguas na Universidade Poitiers (França), Cantel (1914-1986) começou a viajar para o Brasil em 1959. Nessa época teve contato com poetas populares, cantadores e xilógrafos. A partir daí, passou a se interessar pela literatura popular em versos, na qual ele via um pouco da tradição europeia medieval. Em suas viagens, o pesquisador não se limitava só à compra dos folhetos de feira e de xilogravuras, mas também gravava cantorias e narrativas populares.

Poetas populares, como Apolônio Alves dos Santos, diziam que a denominação LITERATURA DE CORDEL só apareceu na década de 1970, com as pesquisas de Raymond Cantel. Manoel Monteiro, poeta de Campina Grande, diz que foi o francês o primeiro a dizer que os folhetos de feira eram pendurados em barbantes e cordas. Na realidade, a literatura popular em versos (ou, o folheto), inicialmente, era vendida no chão, espalhados sobre lonas.

Hoje, na Maison dês Sciences de I’Homme et de La Sociéte (Universidade de Poitiers), o Centre de Recherches Latino-Américaines trabalha com vários acervos, um deles é o Acervo Raymond Cantel de Literatura de Cordel, o maior da Europa.

DENOMINAÇÃO - Esse tipo de literatura chegou à América Latina através dos colonizadores portugueses e espanhóis. No Brasil, os folhetos surgiram por volta de 1890, inicialmente, nas feiras nordestinas. Em Portugal, eram chamados de Folhas Soltas (ou Folhas Volantes); na Espanha, “Pliegos Sueltos”; e na França, “Littérature de Colportage”; no México e Peru eram conhecidas como “corrido” e na Argentina, “hojas”. Por aqui passou a se chamar Literatura popular em versos ou folhetos de feira. É considerado folheto o de 8 a 16 páginas e, a partir de 24, é chamado de romance.

Informações de artigo de Manuela Fonseca Santos - publicado na Revista de Estudios Iberoamericanos, n. 2, de Junho de 2005.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Morre, aos 98 anos, integrante da volante que perseguiu Lampião

João Gomes fez parte da equipe que perseguiu o cangaceiro no Nordeste.
Ele era um dos últimos remanescentes da época do cançago, diz pesquisador.

Por Glauco Araújo - Do G1, em São Paulo

O ex-volante João Gomes de Lira, 98 anos, morreu na comunidade Nazaré do Pico, em Floresta (PE), nesta quarta-feira (3). As causas da morte não foram divulgadas pelos familiares. Ele entrou para a Polícia Militar em 16 de julho de 1931 e logo integrou a volante que perseguiu Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião.

Lira não fez parte do grupo de policiais que matou Lampião, em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), mas participou de alguns confrontos com o cangaceiro. "Ele fez parte da equipe do compadre dele, o Manoel de Souza Neto. Ele participou de várias perseguições ao grupo de Lampião. Lira tinha escrito boa parte dos relatos sobre o tempo em que ficou no encalço de Lampião", disse João de Sousa Lima, historiador e especialista em Cangaço.

O pesquisador João de Souza (esq.) estava fazendo um documentário sobre o ex-volante Lira

Ainda de acordo com Sousa, Lira era um dos últimos remanescentes do cangaceirismo. "Estava filmando um documentário sobre a vida dele. Agora teremos de concluir o trabalho sem novos depoimentos dele. A história oral do cangaço sofreu uma grande perda", afirmou o pesquisador.

Outras mortes
O ex-volante Elias Marques Alencar, 96 anos, morreu em 9 de fevereiro deste ano, em Piranhas (AL). Ele era o último integrante, ainda vivo, da volante que matou Lampião, em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE).

Em 20 de dezembro de 2010, também faleceu Antonio Vieira, 98 anos, em Delmiro Gouveia (AL). Ele era soldado da volante do grupo do aspirante Francisco Ferreira e lutou ao lado de Elias Marques. Antonio foi um dos primeiros a realizar o cerco a Lampião e seu grupo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Delegado registra ocorrência em forma de poesia

Do R7, Brasília

O delegado Reinaldo Lobo, da 29º Delegacia de Polícia de Riacho Fundo (DF), cidade a 18 km de Brasília, fez um boletim de ocorrência que chamou a atenção não pelo caso, de receptação de uma moto, mas pela redação. O texto foi escrito em forma de poesia.

De acordo com o boletim, um policial que estava de plantão desconfiou que a moto estava sem documentação. Quando abordou o motorista, descobriu que o rapaz que estava na garupa cumpria prisão domiciliar e que a moto era roubada.

No próprio texto do boletim de ocorrência o delegado justifica por que optou por escrever em forma de verso: “Resolvi fazê-lo em poesia. Pois carrego no peito a magia. De quem ama a fantasia. De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia”.

Veja abaixo a íntegra do texto:

Já era quase madrugada
Neste querido Riacho Fundo
Cidade muito amada
Que arranca elogios de todo mundo

O plantão estava tranquilo
Até que de longe se escuta um zunido
E todos passam a esperar
A chegada da Polícia Militar

Logo surge a viatura
Desce um policial fardado
Que sem nenhuma frescura
Traz preso um sujeito folgado

Procura pela Autoridade
Narra a ele a sua verdade
Que o prendeu sem piedade
Pois sem nenhuma autorização
Pelas ruas ermas todo tranquilão
Estava em uma motocicleta com restrição

A Autoridade desconfiada
Já iniciou o seu sermão
Mostrou ao preso a papelada
Que a sua ficha era do cão
Ia checar sua situação

O preso pediu desculpa
Disse que não tinha culpa
Pois só estava na garupa

Foi checada a situação
Ele é mesmo sem noção
Estava preso na domiciliar
Não conseguiu mais se explicar
A motocicleta era roubada
A sua boa-fé era furada

Se na garupa ou no volante
Sei que fiz esse flagrante
Desse cara petulante
Que no crime não é estreante

Foi lavrado o flagrante
Pelo crime de receptação
Pois só com a polícia atuante
Protegeremos a população

A fiança foi fixada
E claro não foi paga
E enquanto não vier a cutucada
Manteremos assim preso qualquer pessoa má afamada

Já hoje aqui esteve pra testemunhá
A vítima, meu quase xará
Cuja felicidade do seu gargalho
Nos fez compensar todo o trabalho

As diligências foram concluídas
O inquérito me vem pra relatar
Mas como nesta satélite acabamos de chegar
E não trouxemos os modelos pra usar
Resta-nos apenas inovar

Resolvi fazê-lo em poesia
Pois carrego no peito a magia
De quem ama a fantasia
De lutar pela Paz ou contra qualquer covardia

Assim seguimos em mais um plantão
Esperando a próxima situação
De terno, distintivo, pistola e caneta na mão
No cumprimento da fé de nossa missão

Riacho Fundo, 26 de Julho de 2011

Saiu na Globo também:
Delegado registra ocorrência de roubo de moto em versos de cordel