sábado, 29 de outubro de 2011

Noite do congo em Conquista

O SESC Vitória da Conquista, através do Projeto Sonora Brasil, apresenta:

BANDA DE CONGO PANELA DE BARRO (ES)
Principal manifestação oral capixaba, o congo é entoado para São Benedito e, em alguns locais, São Sebastião. O ritmo tradicional é registrado desde o século XIX, e apesar de ter características próprias de cada local, está sempre associada a um naufrágio ocorrido no litoral do Espírito Santo, quando um grupo de escravos se salvou agarrado a um mastro que estendia uma imagem de São Benedito.

Integrantes: Ruth Victor, Teresa Barbosa, Emília Ferreira, Maria Conceição, Mestre Valdemiro Sales e Marcos Pereira.
Instrumentos: Caixa, casaca, cuíca.
Ritmo: Congo.

Este ano, o Projeto Sonora Brasil traz à Bahia o tema Sagrados Mistérios: vozes do Brasil, que apresenta repertório da música vocal presente nas festividades populares em devoção às entidades religiosas, trazendo os cânticos das Caixeiras do Divino (MA), da Comitiva de São Benedito da Marujada de Bragança (PA) e da Banda de Congo Panela de Barro (ES).


DIA: 3 de novembro de 2011
HORÁRIO: 20 horas
LOCAL: Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima
ENTRADA: R$ 8,00 (Inteira) e R$ 4,00 (Meia)
INFORMAÇÕES: 77 3426-3131

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conquista comemora o Dia Nacional do Tropeiro

Amanhã, 26 de outubro de 2011, a ONG Carreiro de Tropa - Catrop, o Legislativo Municipal e toda região de Vitória da Conquista estará comemorando o Dia Nacional do Tropeiro, com uma audiência pública na Câmara Municipal de Vereadores da cidade, às 14h30.

"O tropeiro, agente tão importante na formação do nosso Brasil, precisa ser reconhecido, e estamos nesse percurso de construção na Catrop. Ao fim do evento, um café tropeiro maravilhoso, que fechará o evento com chave de ouro!" - assim a Ong Carreiro de Tropa convida a todos e todas para participarem da audiência.

Vamos prestigiar...

Para conhcere mais sobre a Catrop, acesse:
http://www.carreirodetropa.blogspot.com/

domingo, 23 de outubro de 2011

Primeiro filme brasileiro de sucesso no exterior

O Cangaceiro, de Lima Barreto
O Cangaceiro, filme realizado em 1953, foi um dos maiores sucessos do cinema brasileiro de todos os tempos.

Escrito e dirigido por Lima Barreto, com diálogos criados por Rachel de Queiroz, O cangaceiro foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas do mundo. Considerado até hoje o melhor filme produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz, sua história se inspirava na lendária figura de Lampião.

O Cangaceiro ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora com a música “Olê muié rendeira”, interpretada pela também atriz Vanja Orico no Festival Internacional de Cannes. O sucesso em Cannes levou o filme para mais de 80 países e ele foi vendido para a Columbia Pictures. Só na França, ficou cinco anos em cartaz.

SINOPSE:
O bando de cangaceiros do capitão Gaudino semeia o terror pela caatinga nordestina. A professora Maria Clódia, raptada durante um assalto do grupo, se apaixona pelo pacífico Teodoro. O forte amor entre os dois gera grande conflito entre a turma.

Ficha Técnica
Duração: 105 min.
Lançamento (Brasil): 1953
Estúdio: Vera Cruz
Distribuição: Columbia Pictures
Direção: Lima Barreto
Roteiro: Lima Barreto
Produção: Cid Leite da Silva
Música: Gabriel Migliori
Fotografia: Chick Fowle
Figurino: Caribé e Pierino Massenzi
Edição: Giuseppe Baldacconi e Lúcio Braun e Oswald Hafenrichter

Elenco
Alberto Ruschel (Teodoro)
Marisa Prado (Olívia)
Milton Ribeiro (Galdino)
Vanja Orico (Maria Clódia)
Adoniran Barbosa (Mané Mole)
Antonio V. Almeida
Heitor Barnabé
Lima Barreto
Dan Camara
Horácio Camargo
Ricardo Campos
Caribé
Antônio Coelho
Maria Joaquina da Rocha
Cid Leite da Silva
Moacir Carvalho Dias
Oswaldo Dias
Zé do Norte
Jesuíno G. dos Santos
Felicidade
Luiz Francunha
Galileu Garcia
João Batista Giotti
W.T. Gonçalves
José Herculano
Nieta Junqueira
Homero Marques
Victor Merinow
Maurício Morey
João Pilon
Leonel Pinto
Manoel Pinto
Geraldo Faria Rodrigues
Bernadete Ruch
Maria Luiza Sabino
Ava Sagy
Nicolau Sala
Maria Luiza Splendore
Neusa Veras
Pedro Visgo

Abaixo, vídeo com algumas imagens do filme e sua música tema.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sertões da Bahia



Fruto do estudo coletivo de diferentes pesquisadores, o livro Sertões da Bahia - Formação Social, Desenvolvimento Econômico, Evolução Política e Diversidade Cultural pretende oferecer um panorama de viveres comunitários e de recortes regionais com o objetivo de ampliar as possibilidades de investigação de suas peculiaridades e estimular novos estudos de cotidianos históricos das diversas Bahias sertanejas.

Organizado para uso de alunos de História da Bahia, atende também a interesses de estudiosos da economia, da sociedade, da cultura e da vida política desta unidade federativa. Apresenta análises tanto de algumas opções temáticas quanto de determinados recortes espaciais, em formato diferente dos tradicionais compêndios de história de unidades federativas, que tentam abarcar as suas totalidades territoriais. Do mesmo modo que a História do Brasil, a da Bahia não se caracteriza por um somatório de fatos e dados regionais e locais ou de assuntos sobre determinados temas, porque deve registrar os grupos sociais nas suas articulações inter-regionais, nacionais e exteriores, cujas memórias se conseguem recuperar.

Para o estudo de viveres e saberes de grupos humanos recorre-se ao uso de diferentes recursos metodológicos através da articulação de temas específicos ou do cotidiano de determinadas comunidades, sem que se constituam fragmentos do todo, mas conhecimentos de experiências sociais em tempos e lugares historicamente construídos por distintos grupos, em diferentes formas de interação social, diversificação cultural, integração econômica e articulação política.

Organizado pelo professor Dr. Erivaldo Fagundes Neves (Universidade Estadual de Feira de Santana), a obra é formada por capítulos escritos por professores e pesquisadores de diferentes universidades: Argemiro Ribeiro de Souza Filho (Fainor), Caio Figueiredo Fernandes Adan (UEFS), Clóvis Caribé Menezes dos Santos (UEFS), Isnara Pereira Ivo (Universidade Estado do Sudoeste das Bahia), Itamar Pereira de Aguiar (UESB), José Ricardo Moreno Pinho (Universidade do Estado da Bahia), Kátia Lorena Novais Almeida (UNEB), Luiz Cleber Moraes Freire (Universidade Federal da Bahia), Maria Hilda Baqueiro Paraíso (UFBA), Marinélia Souza da Silva (UEFS), Mônica Duarte Dantas (UNiversidade de São Paulo), Norma Lucia Fernandes de Almeida (UEFS), Rita de Cássia Ribeiro de Queiroz (UEFS), Ronaldo de Salles Senna (UEFS) e Zenaide de Oliveira Novais Carneiro (UEFS)

Lançado em agosto deste ano, o preço de capa do livro é R$ 90 e pode ser encontrada aqui em Vitória da Conquista na Livraria Só Letras (Av. Siqueira Campos, nº 350). 

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Conheça a música de Alisson Menezes e a Catrupia

Do site iBahia.com (Por Lívia Rangel)

Canções que falam do campo, acompanhadas por violas dedilhadas, marcam o trabalho do grupo de Vitória da Conquista

O trabalho do grupo Alisson Menezes e a Catrupia faz um convite à memória de uma geração que conheceu de perto o Reisado, o Bumba-meu-boi, os Côcos de embolada e ativa a curiosidade de outra geração que apenas em raros casos conhece e teve contato com essa cultura popular.

O objetivo do grupo nas apresentações é a celebração com o público que vai dos oito aos oitenta anos, ressignificando os elementos do imaginário popular, com o intuito de divulgar e garantir a permanência dessa manifestação tão importante. Não pregamos evidentemente o purismo da música, mas nos empenhamos em mostrar às gerações recentes que a nossa cultura precisa continuar viva.

O grupo é composto por Alisson Menezes, Flávia Almeida, Daniela Lisboa, Isadora Oliveira e Raphael, que tocando diversos instrumentos de cordas e percussivos, emprestam ainda as suas vozes na interpretação de canções autorais e de domínio público. Contamos ainda com a participação de outros elementos brincantes como o Boi, o cuspidor de fogo e malabarista, e a véa Chica (boneca gigante) que transforma durante todo o espetáculo, o público em parte integrante do elenco, já que os elementos se misturam com a platéia durante toda a apresentação.

Alisson Menezes e a Catrupia
O grupo criado em novembro de 2008, com a proposta de trabalhar a junção dos ritmos que compõem a diversidade cultural brasileira, dando uma maior ênfase ao reisado, vem realizando diversas apresentações em significativos eventos culturais por diferentes regiões e cidades, e de forma bastante singular o grupo tem atingido seu principal objetivo, o de formar público para as culturas populares que nos referenciam.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Simpósio Repensando os Sertões Semiáridos



Nos dias 8, 9 e 10 de novembro próximo, como parte da ACTA 11 - Semana de Arte, Cultura, Ciência e Tecnologia, as instituições UFBA, Univasf, UFRB, INSA, UEFS e UNEB, em conjunto, e com apoio do BNB, organizam e realizam, em Salvador, o I Simpósio Nacional – Repensando os Sertões Semiáridos do Brasil - Sertões Semiáridos sem Miséria. A programação do evento, em formatação, consta de dois painéis:

- Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável dos Sertões Semiáridos do Brasil;
- e Gestão das Políticas Públicas para o Desenvolvimento Sustentável dos Sertões Semiáridos do Brasil;

De quatro sessões plenárias:
- Cultura, Artes e Educação Contextualizada dos/para os Sertões Semiáridos do Brasil;
- Meio ambiente, Segurança alimentar, gestão das águas e energias alternativas;
- Entre o combate à seca e a convivência com o semiárido;
- Patrimônio Natural, Cultural e Turismo;

De duas conferências:
- A caatinga;
- Planejamento regional com foco nos sertões semiáridos;

De sessões de comunicação oral e de pôsteres e de apresentações artístico-culturais.

- Abertura: Pereira da Viola (MG) & Sertanília no dia 08/11
- Encerramento: Renata Rosa (PE) no dia 10/11


Trata-se de evento de caráter interinstitucional e multidisciplinar, com 300 vagas para inscrições destinadas a professores, pesquisadores, extensionistas, profissionais, técnicos, outros interessados, e mais 300 vagas para estudantes de graduação e pós-graduação. As inscrições serão feitas em ficha eletrônica disponível no portal www.semiarido.ufba.br e os contatos com a organização do evento são disponibilizados pelo endereço semiarido@ufba.br.

Os candidatos podem se inscrever como participantes do evento e também submeter trabalhos para sessão de comunicação oral ou de pôsteres, com recepção de certificados conforme aferição de presença. As inscrições serão realizadas até o dia 27 de outubro.

sábado, 8 de outubro de 2011

Hoje é o Dia do Nordestino, em SP!


Fixado por lei municipal em 2009, ano do centenário de nascimento de Patativa do Assaré, o Dia dos Nordestinos é comemorado, na capital paulista, neste sábado, 08/10, em homenagem ao nascimento do poeta Catullo da Paixão Cearense, autor da música Luar do Sertão.

Mesmo com a grande contribuição do Nordeste e nordestinos ao país, a discriminação ainda continua no Brasil. Basta uma breve procura na internet para verificarmos um ódio gratuito contra o nordestino.

Para celebrar a data, conheça um pouco do Palavreado Nordestino:

Se for pequeno é pixôtotinho
Se estiver no fim é cotôco
Se for muito bom é massa
Se for muito ruim é peba
Se for rir dos outros vai mangar
Se for bobo é um leso
Se for medroso é um frôxo
Se estiver torto, tá tronxo
Se for sair, dirá: vou chegando
Se for cabra sem dinheiro tá liso
Se for um pernilongo é muriçoca
Se for chicote é tabica
Se for entrar rápido, vai emburacar
Se estiver espantado, vai dizer: ôxe ou vôte!!
Se estiver folgado, tá afolozado
Se a calça estiver curta, tá coronha
Se estiver com muita sorte é cagado
Se for medíocre é fulêro
Se estiver preocupado tá aperriado
Se estiver com marcas de machucado, tá com roncha
Se for palhaço vai fazer munganga
Se estiver desarrumado tá malafrojado
Se for fazer maluquice, vai fazer presepada
Se for paquerar irá se inxirir,
Se o lugar for longe será no fim do mundo
Se for correr atrás de alguém dará uma carrêra
Se for um mau caráter é um cabra de peia
Se for fofocar irá resenhar
Se ocorreu um estouro, se deu um pipôco
Se vai dar confusão vai dar rôlo
Se for loira será galega.
Eita nordestino arretado de bom, seu menino!

Parabéns pelo seu dia, Nordestino!

Abaixo a homenagem do blog Acorda Cordel


Em sentido horário: Padre Cícero, Maria Bonita e Lampião, Xerém, Câmara Cascudo, Virgulino Ferreira, Leonardo Mota e Luiz Dantas Quezado, Dina Vaqueira, Babá, Mestre Azulão e Arievaldo Viana, Geraldo Amâncio, Luiz Gonzaga e Leandro Gomes de Barros. Ao centro, Patativa do Assaré (caricatura de Arievaldo) e Juvenal Galeno.

Cordel terá espaço na Bienal do Livro da Bahia



Um espaço destinado ao folclore brasileiro onde as duas formas de produção literária se unem num mesmo palco.

O Cordel é representado por várias manifestações artísticas: poesia improvisada de suas cantorias, oficinas e exposições de composições literárias - folhetos de cordel.

Já a Poesia mostrará de forma lúdica o sentimento humano, através da leitura e da interpretação de poesias, reunindo poetas de todo o estado e apreciadores desta arte.

A Bienal acontece de 28/10 a 06/11 em Salvador.

Informações gerais

Local do evento:
Centro de Convenções da Bahia
Av. Simon Bolivar S/N - Salvador – Bahia

Datas e horários:
28 de outubro – 12h às 22h
29 de outubro a 06 de novembro – 10h às 22h

Ingressos:
R$ 8,00 - inteiro
R$ 4,00 - meia-entrada para estudantes e idosos

Mais informações:
bienaldolivrodabahia.com.br

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Salve São Francisco



O mais recente trabalho do pernambucano Geraldo Azevedo é uma celebração ao rio São Francisco. Lançado em abril deste ano, o disco é o primeiro álbum temático do cantor e compositor, registrado também em DVD.

"O grande oasis do sertão pro Brasil: É esse Rio São Francisco. Onde ele passa, realmente, ele deixa um rastro de verde, uma coisa fantástica. O rio representa a vida de uma parte muito grande do Brasil", diz Geraldo Azevedo. Foi a partir dessa conclusão que nasce o CD e DVD Salve São Francisco.

Cantor, compositor e violonista, Geraldo Azevedo cresceu em Petrolina, cidade pernambucana banhada pelas águas do São Francisco. Impressionado com a fortaleza e a grandiosidade do rio, por várias vezes ele pescou de suas águas temas para suas canções. Agora chegou a vez de ele dedicar um disco inteiro ao assunto.

"Salve São Francisco" é o 22º disco de Geraldo, que aproveitou para convidar artistas como Djavan, Dominguinhos, Fernanda Takai, Alceu Valença e Ivete Sangalo entre outros para dividir com ele 12 canções próprias e regravações. A cantora Maria Bethânia também dividiu a canção "Carranca que chora" de Geraldo Azevedo e Capinan. "Salve São Francisco" está sendo lançado pela gravadora Biscoito Fino.

O DVD, com direção de Lara Velho, traz imagens gravadas em estúdio, além de pequenos papos e comentários do anfitrião e seus convidados. O passeio geográfico musical levado pelas águas do Rio inclui imagens ribeirinhas de natureza, da cultura e do povo. A versão em CD traz caprichado encarte com belíssimas fotos e reúne frases dos convidados do DVD.

A viagem musical pelo Rio São Francisco carrega forte lado sentimental para o artista. Um álbum afetivo que reúne poesia, música, bons convidados e consciência ecológica. Navegando por culturas e histórias o Rio São Francisco vira bela música por Geraldo Azevedo.

Faixas do álbum:
1. Barcarola do São Francisco - Part. Djavan
2. Santo Rio - Part. Dominguinhos
3.Águas - Daquele Rio - Part. Geraldo Amaral
4. São Francisco São - Part. Márcia Porto
5. Opara (Salve São Francisco) - Part. Fernanda Takai
6. Francisco Francisco - Part. Roberto Mendes
7. Riacho de Navio - Part. Alceu Valença
8. Carranca que chora - Part. Maria Bethânia
9. Petrolina e Juazeiro - Part. Moraes Moreira
10. O Ciúme - Part. Ivete Sangalo
11. Sandades do Vapor - Part. Vavá Cunha
12. São Francisco Help - Part. Alceu Valença, Fernanda Takai, Geraldo Amaral e Ivete Sangalo

Geraldinho, como é carinhosamente chamado, está em turnê com esse show pelo país.

Assista o Programa do Jô com a participação do cantor:

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cariri Cangaço, uma confraria de grandes amigos e irmãos

José Cícero*



Foi um belo evento com um intenso sabor de saudade. Por assim dizer, fragmentos de uma magna camaradagem que durou praticamente uma semana inteira de andanças pelo solo sagrado do Cariri cearense. Passos na caatinga de cangaceiros e cangaceiras do conhecimento em busca quem sabe, do elo perdido na ânsia de lançar nova luz e novo olhar naquele que já se configura como o maior fenômeno sociológico dos sertões: o cangaço.

Uma confraria de grandes amigos e irmãos ligados fortemente como que pelos laços consangüíneos e inquebrantáveis de uma história que não quer calar, chamada cangaço e de uma saga apelidada de sertão. Uma luta sem fim. Um mergulho no universo quase indecifrável do oco do mundo. Protagonizada por uma incansável comitiva de entusiastas do conhecimento nordestino que visitara agora pela terceira vez (como se fosse a primeira) sete municípios caririenses (Crato, Barro, Aurora, Missão Velha, Barbalha, Porteiras e Juazeiro do Norte), numa série de seminários sobre os mais diversos temas sempre focados na temática sertaneja tendo como pano de fundo "O Cangaço Nordestino, sob o título geral: da insurreição a sedição". 

Um ciclo de debates e de palestras que muito ajudará aos caririenses a melhor compreender parte importante da sua história em particular e do Nordeste em geral. De modo que se tivéssemos como sintetizar o Cariri Cangaço 2011 numa única frase esta seria inegavelmente: Empreitada de sucesso e entusiasmo!

Sem dúvida mais um evento primoroso, algo marcante para toda a região do Cariri coordenado magnificamente pelo seu curador o inteligente e tenaz pesquisador do cangaço Manoel Severo ao lado da sua esposa a competente secretária de cultura do "Cratinho de açúcar", Danielle Esmeraldo. Um acontecimento que, pela sua grandeza de objetivo sociocultural, artístico, histórico, científico e filosófico deveria despertar muito mais a opinião pública, os políticos, as universidades, o estudantes, os educandários, a imprensa e, notadamente, os que se dizem formadores de opinião de toda a região sul caririense.

Portanto, há que agradecermos como de resto, aos que tiveram esta visão um tanto pedagógica e decidiram apoiar o Cariri Cangaço que agora em sua 3ª edição, promoveu literalmente o reencontro do povo do Cariri e do Nordeste com sua própria história.

*José Cícero, secretário de Cultura de Aurora, pesquisador e escritor do Cangaço e conselheiro do Cariri Cangaço

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O valor de um corrupto


Por Carlos Silva


No Brasil meu camarada
Lá se vem outra eleição
Um punhado de promessa
Mas não vemos solução
Eu calado me pergunto
Que será desta nação?

O mundo está virado
O dinheiro predomina
Tudo ao seu bel prazer
Quando rola a propina
O poder sobe á cabeça
E a muitos contamina

Os tratados que são tantos
Já não trata de ninguém
O que vale é a cobiça
A ganancia sempre vem
Trazendo inpunidade
Massacrando a humanidade
Do jeito que lhes convem

Mas amigos uma coisa
Tenho eu cá com certeza
Deus irá cobrar de todos
Que acham que é esperteza
Financiar a guerra imunda
Provocar fome profunda
Retirando pão da mesa

Do pobre no mundo inteiro
Que sonha com liberdade
Mas liberto sem comer
Creio não seja a vontade
Desse povo que é sofrido
Destratado e oprimido
Por falta de irmandade

Dinheiro não se mastiga
Não mata fome de ninguém
Nunca vi alguem comendo
Uma notinha de cem
Quando acabar o dinheiro
Então você verá ligeiro
O peso que o castigo tem

Deus é moeda de troca
Jesus, ninguem acredita
O que vale á a grana
O ambicioso grita
E acaba tendo o castigo
Da sua vida maldita

Pois o dinheiro só compra
O que o tempo corroi
E a mente do ganancioso
Pouco a pouco se destroi
Quando ele cai na cama
Ou se joga la na lama
sente as dores que lhe doi 

Dinheiro eu nunca tive
Não sei o valor que tem
Mas sendo eu ser humano
Me corromperei também
A podre humanidade
morre na ânsia da vontade
È isso que lhe convém

Ninguém está livre disso
Pois os prazeres atraem
Grana,furtuna "AMIGOS"
Na rede da miséria caem
È um ciclo vicioso
Altamente perigoso
Quem entram neles não saem

Se dinheiro fosse vida
Deus mandaria plantar
Para colher as moedas
Pra gente se alimentar
O mestre nos deu o trabalho
O Satanaz no " atrapalho!"
Ensinou vender e comprar