terça-feira, 24 de julho de 2012

"Chanel teve um amor platônico por Lampião"

É verdade, da mais pura. Conta-se pelas bandas de lá do sertão que Chanel sempre foi apaixonada pelo marido de sua meia-irmã, Maria Bonita. Uma paixão elegante, daquelas de longe, só de admirar.”

Dessa forma o artista plástico mineiro Rogério Fernandes (em foto ao lado) apresenta o painel reproduzido acima. Rogério é apontado como um dos principais nomes da nova arte brasileira, com galeria instalada em Belo Horizonte e com um currículo com exposições pelo mundo. Em sua obra ele mistura elementos da cultura nordestina, reinventa e inventa histórias, mistura personagens reais aos criados por autores da literatura de cordel e faz uma arte bastante singular, através da mistura de várias técnicas, desde a xilogravura à estamparia.

No seu site, ele fala sobre a influência da arte nordestina e das histórias fantasiosas da nossa região:

"Minha família é de origem nordestina e sempre foi muito ligada à arte. Desde criança, cresci entre artesãos do nordeste. Lá, as pessoas fazem arte sem se dar conta do que fazem. Fazem, apenas, por ter de fazer e pronto. Nas feiras de onde se vende de tudo, como a de Caruaru, de Juazeiro e a de Petrolina, nas rendas de Fortaleza, nos crochês do Maranhão, nos cordéis de Pernambuco, tudo é muito religioso, mítico e místico. Cresci assim, cheio de referências e sem saber que as tinha. Quando me formei designer, parecia que eu tinha me afastado deste universo fantástico, mas, como diz um ditado popular lá do nordeste: 'o mundo dá muitas voltas e numa delas eu entro'. Entrei. Entrei com a redescoberta do meu estilo e na paixão pela xilografia nordestina. Revisitei o cordel, com muitas pitadas de realismo fantástico e religiosidade. Aprendi a deixar fluir sem amarras e a incorporar o 'erro' ao estilo".

Em outra de suas criações, ele diz que foi feita por Lampião para a Coco Chanel:
É verdade, da mais pura. Lampião antes de ser capitão cangaceiro, era um grande desenhista e artesão. Teceu então, com as próprias mãos, uma linda bolsa de palha de palmeira babaçu e a pintou em seguiida para Chanel como prova de apreço. Chanel gostou tanto do regalo que aquela trama quadriculada não saiu mais da sua cabeça e foi inspirá-la em sua primeira coleção de bolsas para o inverso de 1939 em Paris.”

Uma segunda tela é o encontro da estilista francesa com a cangaceira nordestina.

Confira outras criações abaixo (clique sobre a imagem para ampliar).
 

 

 


 


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