quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Falsa grávida inspira poeta

Confira o cordel escrito por Hélio Schiavo a partir do caso da mulher que enganou a imprensa e todo mundo com uma barriga de pano que dizia ser de quadrigêmeos...



O VEXAME DA COMADRE

Comadre Maria Verônica
Com sua falsa gravidez
Provocou cena demônica
Do início ao fim do mês
E dona justa quer saber
Como foi que ela fez...
O povo ficou assustado
Com aquele bucho estufado
Que ninguém até nunca viu...
O ultra-som confirmado
Não se furta ao bom resultado
Do silicone importado
Que sempre entope o Brasil!...

Ela criou apenas na sua imaginação
Daí surgiu a presente confusão
Gerando um estelionato escabroso
Com bom tempo de cadeia
Para não fugir da peia
Evitando violência e covardia
Pelo monte de "Maria"
Nesse crime vergonhoso
Dessa mentira que a comadre incendeia!...

Uma psicóloga estudada
Jogando com essa farofa misturada
Pensou que enganava a gente
Mas é macho quem entende de gravidez
Confirmo em bom português
Com acusação inclemente!...

Se meu compadre é frouxo
Com aquele jeitão de moxo
Por imposição do destino
Não soube fazer menino
Digo com plena ironia
Daí o "magote" de "Maria"
Com apoio do cretino
Querendo aumentar o coxo!...

Que coisa tão estranha e diferente
Mexendo com a bobeira de tanta gente
Pensando que aquilo era verdade
Mas eu que já fiz menino em penca
Quando engravidava a dona encrenca
Vi de cara -a cara da falsidade
Por isso afirmo sem medo
Que ela inventou esse brinquedo
Para extorquir a cidade!...

E agora doutor
Como é que fica
Na guela de quem vai descer a canjica
Parturiente não pode ficar na grade
Meta pois no xadrez o meu compadre
Que logo toda trama se explica!...

É lá que ele deve por obrigação ficar
Até que a galera o faça engravidar
Pela força e extensão da pica!...

Ai está minha homenagem
Pelo inusitado da bela sacanagem
De um fato que não pode repetir
Para que a figura da mãe por amostragem
Não acabe com a honra de parir!...

Se fosse gente simples lá da roça
Carregando bem cheia uma carroça
Com meninada saindo pelo ladrão
A gente não se importava desse jeito
Porque o negócio é tomar grana do prefeito
Que come ás vezes metade da pensão!...

Comadre Verônica com a benção no afiadinho
Não queira mais tanta Maria no ninho
Com a volta dessa bendita inflação
Mesmo com o aumento do salário
Ainda aparece ministro salafrário
Prá quem não existe ordem de prisão
Nem pressão de delegado!...

Maria Verônica
Se o juiz tiver juízo
Mande arquivar o prejuízo
Que a ninguém você deu
Foi uma comédia e tanto
Correndo por ai em todo canto
Divertindo e enxugando pranto
Da forma que assucedeu
Receba pois meu apoio
Na separação do joio
Do velho compadre seu!....

Um comentário:

Anônimo disse...

Falta ao poeta um pouco mais de conhecimento para construir as rimas, estrofes e, principalmente, não desmantelar a métrica. Valeu a intenção.