domingo, 17 de junho de 2012

Gonzagão: da explosão do forró à morte


1980 – No disco O Homem da Terra, Luiz Gonzaga regrava sucessos imortais, assim como a toada Tropeiros da Borborema, em homenagem ao primeiro centenário de Campina Grande, Paraíba. O Rei do Baião canta em homenagem ao Papa em Fortaleza, em sua primeira visita ao Brasil, e lança um disco compacto simples com Obrigado João Paulo II e a Asa Branca.

1980 - No disco desse ano, A Festa, Luiz Gonzaga canta com artistas convidados: Gonzaguinha, Emilinha Borba, Dominguinhos e Milton Nascimento. É lançado o disco álbum duplo Gonzagão e Gonzaguinha, A Vida do Viajante.

1982 - A novidade do disco Eterno Cantador desse ano, é a regravação Farinhada, um sucesso de Zé Dantas na voz de Ivon Curi, com a participação de Elba Ramalho. É lançado o disco O Rei Volta Pra Casa, coletânea de sucessos gonzaguianos intercalados com trechos de entrevista de Luiz Gonzaga. Luiz Gonzaga viaja pela primeira viagem a França.

1983 – É o ano do disco de Luiz Gonzaga 70 Anos de Simpatia, no qual ele canta com os novos parceiros Alceu Valença e Téo Azevedo. Uma música desse disco é inspirada no caso do jumento doado ao papa que não foi para o Vaticano.

1984 – Luiz Gonzaga lança o disco Danado de Bom, um dos trabalhos de maior sucesso da fase final de sua carreira, com participação de Elba Ramalho numa faixa.

O disco Luiz Gonzaga & Fagner, o primeiro dos dois discos gravados pela dupla, lançado nesse ano, também faz muito sucesso. Assim como Luiz Gonzaga recebe dois discos de ouro e o Prêmio Shell da MPB.

1988 - Luiz Gonzaga recebe o Nipper de Ouro, o prêmio internacional da gravadora RCA Victor. Ele ganha mais dois discos de ouro com o disco Sanfoneiro Macho desse ano, cantando com diversos artistas convidados.



1986 – O maior sucesso de público desse ano é a música título do disco Forró de Cabo a Rabo. Luiz Gonzaga homenageia o cantor e compositor Benito de Paulo, autor de Sanfona de Ouro, tributo ao Rei do Baião. Luiz Gonzaga integra a comitiva de artistas brasileiros no Festival Couleurs Brésil, na França. É diagnóstico de câncer de próstata nele.

1987 – A música de maior sucesso do disco De Fiá Pavi  é Nem Se Despediu de Mim.

1988 – O disco Aí Tem Gonzagão desse não emplacou com nenhum sucesso marcante. Os cantores Geraldo Azevedo e Carmélia Alves participam de faixas no disco. Luiz Gonzaga realiza o show Cinqüenta Anos de Chão. Doente, em cadeira de rodas, é homenageado em Campina Grande (PB) pelos seus seguidores: Marinês, Dominguinhos, Gonzaguinha, Fagner, Elba Ramalho, Joquinha Gonzaga, Alcimar Monteiro e outros.

É publicado o quarto livro escrito sobre o Rei do Baião, o Baião Dos Dois, sobre o contexto e a atualização da sua música com Zédantas,  na década de 70, de Mundicarmo Ferretti, a primeira tese de mestrado desenvolvida em universidade a respeito da obra a obra luiz-gonzaguiana.



1989 – Em junho, Luiz Gonzaga faz a derradeira aparição pública no Recife (PE), com os mesmos artistas que o tinham homenageado em Campina Grande (PB), no ano anterior, e mais outros. Em 2 de agosto desse ano, Luiz Gonzaga morre no Recife. É sepultado no Exu, depois do cortejo ter passado na terra de Padre Cícero, Juazeiro do Norte, a pedido do próprio Luiz Gonzaga. O mausoléu de Luiz Gonzaga, com os seus restos mortais e dos seus familiares, é situado no Parque Asa Branca, perto da cidade do Exu.

(Do Museu Luiz Gonzaga)

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