terça-feira, 27 de março de 2012

Em especial ao cearense Chico Anysio

Uma ilustração
(por Amarildo - chargista do jornal A Gazeta de Vitória-ES)

Uma charge animada
(do Mauricio Ricardo, no charges.com)

Uma poética crônica
Mundo Moderno , do próprio Chico (leia aqui ou confira no vídeo abaixo)

Uma música
(da banda Mastruz com Leite, composta por Renato Moreno)

Um cordel
CHICO ANYSIO NO CÉU
por Stélio Torquato Lima (publicado no blog Acorda Cordel)

A brisa é que revelou
O causo que ora conto.
Eu ri tanto da história,
Que até mesmo fiquei tonto.
Agora, sem perder tempo,
Conto-lhes tudo de pronto.

Disse a brisa que no céu
Chegava uma multidão,
Quando um anjo que guardava
O celestial portão,
Saiu dali numa corrida
E com grande aperreação.

Sendo ele estagiário,
Não sabia como agir
Diante da multidão
Que chegava ao porvir
E batia no portão,
Pedindo pra ele abrir.

Ligeiro, ele bateu
Na porta do escritório
Onde Rafael, o chefe
Cuidava de um relatório,
Pois São Pedro se encontrava
Ausente do território.

“Amadeus, o que ocorre?
Pra que tanto escarcéu”.
“Rafael, uma multidão
Está chegando no céu.
Por favor, vem me ajudar,
A atender o povaréu”.

Rafael lhe perguntou:
“Uma grande multidão?
O que foi que aconteceu?
Caiu outro avião?”
E Amadeus respondeu:
“Chefe, não foi isso não”

“Então só pode ter sido
Um trem que virou na terra”.
“Não, meu chefe, não é isso,
Que tanto aqui me aterra”.
“Então foi um terremoto?
Uma enchente? Uma guerra?”.

Amadeus, pra Rafael
Foi depressa explicando:
“Não ocorreu nada disso
Que o senhor tá mencionando.
O que ocorre é que aqui
Chico Anysio vem chegando”.

“E o cearense querido,
Humorista excelente,
Não vem chegando sozinho,
Vem com ele muita gente,
Personagens de montão,
Cada um mais diferente”.

“Tem um tal de Azambuja,
E um Professor Gavião.
Um disse que é o Jovem,
Outro que é o Gastão.
Há até um mentiroso
De nome Pantaleão”.

“Meu patrão, tem até mesmo
Um tal de Bento Carneiro,
Que jura de pé bem junto
Que é um vampiro brasileiro.
Sem contar com o Velho Zuza
E o Coronel Limoeiro”.

“E não pense que é só homem
Que aqui põe o seu pé:
Veio aqui Dona Ilária,
Flora Romão, Salomé,
Também Maria Baiana
E a Neyde Taubaté”.

“E digo, sem ser fofoca,
Porque isso é muito feio,
E eu quero impedir
Que me aumente o aperreio,
Que há gente ali que está
Bem na coluna do meio”.

“Não é homem, nem mulher,
O pai-de-santo Painho
E Haroldo, que se diz hétero
Mas é mentira – adivinho.
Rosseti e Olegário Rapp
Também vão nesse caminho”.

“Bruce Kane, Coalhada,
Canavieira, Bozó,
Fumaça, Justo Veríssimo,
Silva, Tavares, Popó...
Como é que tanta gente
É filho de um homem só?”

“Eu não sei qual é o nome
E que foto irei botar
Na carteira do cristão
Que acaba de chegar:
É a do próprio Chico Anysio
Ou das criações sem par?”
(...)

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